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Flagrantes da Política
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29/10/2018 | 00:55 | Por: Portal Flagrante

EXPERIÊNCIA?

 Como Amazonino perdeu a eleição mais fácil de sua vida política?

 
“Amazonenses, Agradeço a cada um e cada uma pelos votos recebidos nesse domingo. Estou certo de ter cumprido o dever nesse um ano de governo e muito agradecido pela oportunidade que me deram. Nesse momento confirma-se a vitória de meu adversário, por isso desejo sabedoria, inteligência, equilíbrio e que Deus o ilumine nessa nova jornada. Obrigado!”
Foi dessa maneira, reconhecendo a vitória, numa sala tipo escritório, sozinho, que o governador Amazonino Mendes, derrotado nas urnas domingo, 28, pelo novato na política Wilson Lima, reconheceu a vitória do oponente e desejou-se sucesso.
Visivelmente abatido, o governador tampão agradeceu aos votos recebidos e se despede da política de forma melancólica. 
Amazonino pagou caro o fato de haver quebrado um acordo político com o grupo que o ajudou a conquistar o quarto e inédito mandato como governador do Amazonas. 
Prometeu ‘arrumar a casa’ e entregar ao próximo governador, mas quando voltou a sentir novamente o sabor do poder, virou as costas aos aliados e arriscou a carreira solo (fazendo uma analogia). Se deu mal. 
Perdeu para um novato, para um ‘inexperiente’ como chegou a afirmar tantas vezes durante a propaganda eleitoral. Isso deve estar lhe tirando o sono.
“Ele nem merecia isso. Nós devemos esse último mandato a ele”, disse um empresário do ramo gráfico, horas antes da derrota do governador. Ainda bem que ele não publicou em sua página na rede social. Estaria arrependido agora.
Mas Amazonino perdeu devido a uma série de erros ou falhas, mesmo diante de tanta experiência.
Se juntou a velhos amigos, a maioria ‘queimado’ com o eleitor, como o ex-senador e atual deputado federal em final de mandato Alfredo Nascimento (PR).
Decidiu apoiar Alfredo ao Sendo, em detrimento ao também deputado federal Hissa Abrahão (PDT), mesmo partido do governador que tinha mais chance de se eleger senador e quem mais poderia ajudá-lo.
Manteve figuras sem nenhuma expressão de votos, como o médico particular Deodato no comando de uma pasta extremante estratégica. 
Sem carisma necessário, odiado por muitos, Deodato não foi a pessoa certa para agregar, mas sim para afastar possíveis aliados do governador.
Por fim, pôs Deodato, que, diga-se de passagem, é um fiel escudeiro, para tocar a campanha no interior. Outro erro grave. Foi tão trágica a decisão de Amazonino que ao invés de aumentar os votos nos municípios, diminuiu.
Amazonino também demorou muito a cuidar da segurança. Preferiu cuidar do muro da mansão onde mora, no Tarumã. O governador não percebeu que os tempos são outros. Virou ‘meme’ nas redes sociais.
Não percebeu, mesmo com tamanha experiência que afirma ter, que a população não suportava mais esperar quatro anos para que seu projeto mirabolante comprado a peso de ouro nos EUA, do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani não daria certo aqui. 
A experiência também lhe traiu quando enrolou para pagar o abono dos professores e também aos policiais militares, resolver a falta e atraso do pagamento dos  trabalhadores terceirizados da saúde. 
Bem que o governador tentou a velha tática da distribuição de implementos agrícolas no interior, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público Federal. Os tempos são outros!
Aí, Amazonino resolver apostar todas as fichas num jogo perigoso, mesmo sabendo que tinha apenas 12 meses para governar. 
Talvez, tenha acreditado  que venceria fácil a reeleição, com a máquina do estado, como sempre ocorreu. Mas não.
Amazonino pode estar irado e se perguntado até agora como conseguiu perder uma ou talvez a eleição mais fácil de sua vida política. Tinha tudo para ganhar. Estava com a máquina administrativa e as chaves do cofre nas mãos. O que pode ter ocorrido?
Bem! Essa resposta nem eu e muito menos o eleitor podemos afirmar, mas com a experiência que tem, com certeza o governador já sabe.
 
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