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Cotidiano | MARCO GOMES | 31/10/2018 | 20:35 | Por: Portal Flagrante

Escritor que deu um soco na cara do Paulo Coelho lança o ‘Agora eu Conto- Retalhos do Rebotalho’

 Prepare-se! o poeta e escritor Marco Gomes, vai contar tudo, literalmente, no livro solo que será lançado nesta quinta-feira, 1º , véspera do Dia dos Finados, no Botequim Galvez. Segundo o próprio autor, “é um livro de crônicas e contém exatamente 23 delas, com muito humor e Falando de pessoas da nossa relação. Pessoas que nós conhecemos alguns já falecidos”, revela o autor que deu um soco na cara dohoje famoso escritor Paulo Coelho.

Marco Gomes, um anarquista com bases sólidas em Manaus, tem n currículo três livros de sua autoria e dez coletivos, lançado com outros autores, como Aníbal Beça, o poeta Barcelar, Anísio Melo e o jornalista Jersey Nazareno e Simão Pessoa, também jornalista, para citar alguns. 
Marcos lembra que um dos livros,  o Poetatu, em parceria com outros autores regionais tem toda essa ‘marginália’. O autor também tem participação em livros lançados em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e outras capitais.
“Eu me meti com um sócio do Nazareno chamado Carlos Araújo (também jornalista de Manuas) e o maluco tinha esses arroubos literários. Nós fundamos um movimento chamado “POETATU”, quando lançamos vários livros, mais ou menos uns dez livros, reunindo coletâneas de todo mundo daqui. O Carlos bancava tudo. Mas eu escrevo há muito tempo, mas você sabe que para editar custa caro e se o cara não tiver um mecenas, que faz tempo que o mecenas morreu é do tempo da Grécia, aí a gente escreve e não publica”, relembra com bom humor.
Rodeado de amigos ricos e irreverentes e a beira da aposentadoria, tais como os jornalistas Robson Carvalho, Robervaldo Rocha, (Zeinho), Jersey Nazareno, parceiro literário e do baterista top de Manaus Manoel Carvalho, o Manoelzinho, hoje seu atual empresário numa cama em sua casa, onde se recupera de um câncer na próstata, Gomes lembrou um pouco de sua trajetória literária.
 
SOCO NO PAULO COELHO
 
Marco Gomes  tem um arsenal de histórias reais. Uma delas, ocorreu no Rio de Janeiro, quando ganhou um prêmio no concurso de poesias, em 1987 e conheceu a figura de Paulo Colho, também em início de carreira e autor do best-seller (O Alquimista).
“Eu ganhei um concurso de poesia nacional em 1987. Fui convidado para ir ao Rio de Janeiro, ao lançamento lá nas Laranjeiras, um barzinho, eles me mandaram o convite, mas não me enviaram passagem. Aí, eu corri atrás. Na época a minha amiga que é hoje desembargadora, Joana Meireles, ela era chefe de gabinete da Deputada Socorro Dutra que estava licenciada como diretora da SETRAB me conseguiu a passagem. Eu fui ao Rio para o lançamento. No dia do lançamento fiquei tomando umas com um poeta que encontrei por lá e quando deu o horário do evento e eu fui entrar já tinha começado. Fui barrado na porta”, lembra.
“Mas como barrado rapaz! Eu, o autor premiado! Eu estava todo de Jeans. Ai o cara me diz:  você leu o convite?  – Traje passeio elegante. Eu respondi: companheiro, a passeio eu estou, pois eu vim do Amazonas e elegância eu trago do berço...Ai o cara aloprou: você pode ser elegante e tudo, mas aqui você não entra de jeans”, relembra o diálogo com o porteiro do local.
Ai a coisa pegou! “eu fiz um rebu tão grande que a dona da editora, a promotora foi lá fora ver o que estava acontecendo e interveio - Não rapaz esse é o nosso vencedor!  - eu só sei que eu entrei de jeans e tudo mais e fui sentar a mesa com o marido dela, chamava-se Paulo Coelho, só que ele não tinha escrito nada ainda”, conta..
E continua a prosa: “aí, fui para a mesa das autoridades, tomando whisky e tudo o mais. Eu não posso beber whisky me dá coma alcóolico e baixa minha pressão. Papo vai papo vem, o Paulo Coelho me chamou e disse: - olhe, quando a Sônia começar a premiação, quando ela lhe chamar, você vai lá declame sua poesia. - Olhe, eu não vou lá, primeiro que eu tenho um cagasso de público e eu não me apresento e outra, eu não vou declamar poesia nenhuma”. 
Paulo Coelho lhe perguntou por quê e Marco disse que não lembrava da ‘porra’ da poesia.
Foi como acender o pavio de um barril de pólvora. “Ele disse - que merda de escritor é você que não se lembra da sua poesia? - Ele nem fechou a boca eu ajudei ele a fechar, eu dei um murro bem na cara dele. Ele rodou pra lá e eu mais bêbado que ele, cai por cima dele. Resumo, eu me acordei no outro dia, já em Copacabana, na alcova de uma loura de 1.80m de altura, poeta lindíssima, na qual eu fiquei com ela uma semana”, diz sorridente.
 
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