Manaus:

A QUEM SERVE O ANTIPETISMO?

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Não quero tratar aqui do antipetismo da direita ou das elites econômicas, que se sentem amedrontadas pela possibilidade de uma democracia mais ampla e um povo mais consciente. Estas parceiras jogam no campo dos seus interesses e não nos causam surpresas.

Ontem, os inimigos eram os partidos comunistas, hoje são os partidos de configuração mais plural, que aglutinam não mais só trabalhadores ou operários, mas segmentos sociais de gênero, raça, orientação sexual, expressões culturais diversas, etc.

Quero tratar de gente do campo progressista e até mesmo de esquerda, que insiste em corroborar o discurso antipetista da direita, assumindo uma posição “murista” no quadro político atual.

Ora, o antipetismo de hoje é o mesmo anticomunismo de ontem; e não por acaso o anticomunismo é usado para execrar o PT, o que confirma sua mesma origem política.

Quando vejo um “companheiro ” ou “camarada” engrossar a onda antipetista logo me vem à cabeça seu equívoco ideológico de jogar no campo oposto, sem entender – quero pensar assim – que por trás do antipetismo se esconde a demonização de um projeto social e político alternativo ao neoliberalismo e à própria direita. No bojo estão todos os partidos e grupos de esquerdas e não só o PT.

O antipetismo é um discurso da direita para impor sua dominação e não uma crítica aos erros do partido. Quem fortalece esse discurso está fazendo o jogo da direita.

O PT tem seus erros, mas à direita não interessa a correção desses erros e sim a destruição das possibilidades de governo e hegemonia da esquerda e dos setores progressistas.

É isto que os antipetistas equivocados tem que entender e assumir seu lado de classe e não ficar servindo de fantoche para a burguesia e seu braço político.

No Brasil de hoje, com a direita mais virulenta ameaçando todos os direitos sociais e políticos, não cabe o “murismo”, esta posição covarde e oportunista que alguns insistem em se equilibrar.

Lúcio Carril

Rosana Carvalho

Rosana Carvalho

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