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Foco de Covid, Tv Encontro das Águas tem quatro funcionários mortos por Covid-19

Mais uma funcionária da TV Encontro das Águas morreu, vítima de COVID-19. Marlucia Oliveira, que trabalhava há mais de 20 anos na emissora, atuando em vários setores e terminando sua trajetória na emissora no setor de recursos humanos, morreu na manhã desta segunda-feira. Ela se junta a mais três funcionários que perderam suas vidas para a doença, por terem sido infectados na emissora, doença que está, frequentemente, atingindo os colaboradores da TV e rádio.
Mas, nem mesmo as quatro mortes nas costas, as diversas denúncias divulgadas nos meios de comunicação e as ações movidas pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (SJP-AM) fez com que o diretor de produção e programação da emissora, Welder Alves, e o diretor-presidente, Oswaldo Lopes, voltassem atrás na exigência do trabalho presencial no prédio da TV e nas suas posturas de trabalho perante os colaboradores.
As escalas de trabalho dentro do prédio da TV (presenciais) continuam valendo e vem sempre acompanhadas de avisos de que quem não comparecer será punido com falta. Os funcionários continuam com medo e pedem providências.
Ao contrário do que foi repassado para a entidade de classe dos jornalistas, a emissora só passou a realizar processos de sanitização dos ambientes do prédio após as mortes dos colaboradores. De junho a dezembro, a emissora funcionou sem que fosse realizada nenhuma esterilização dos ambientes e, pouquíssima limpeza geral. As provas são os atestados de óbito e a grande quantidade de testes positivos de colaboradores em atuação na emissora.
Preguiçosos
Outra situação absurda que ocorreu na emissora foi a presença de pessoas que não fazem parte do quadro funcional “dando pitaco” no trabalho de profissionais experientes. Não contente em manter sua postura de ditador, ao retornar à emissora, Oswaldo Lopes ainda levou sua esposa para dar lição de moral em profissionais do setor de jornalismo, chamando-os de “preguiçosos”.
Ora, esta senhora sequer poderia participar de uma reunião profissional, muito menos ofender a capacidade e o trabalho de profissionais específicos e preparados para atuar na área. Sua presença era necessária, apenas para amparar o diretor que, após as denúncias divulgadas na mídia, se colocou como vítima e doente, disfarçando a postura autoritária de semanas antes que declarava estar pronto para levantar e ir para e empresa estatal, colocando em risco a saúde dos funcionários, já que ainda estava na fase de transmissão do coronavírus.
E, segundo informações que circulam pela emissora, mesmo sem provas, Oswaldo Lopes continua a aterrorizar os colaboradores dizendo-se “influente” ao ponto de, de acordo com ele ser capaz de recorrer a inteligência da Polícia Militar do Estado para descobrir “quem está atentando contra a sua honra”.
Hipoteticamente, se essa situação se confirmar, não estaria o diretor-presidente cometendo arbitrariedades, usando seu cargo em benefício próprio para atender a questões pessoais apenas por vingança? E, mais grave, utilizando-se da estrutura pública para fins particulares, já que este setor da segurança poderia estar investigando casos graves de real importância para a população.
E fica a questão: até que ponto será permitido que esse senhor continue a fazer da emissora pública — portanto pertencente a todos nós, povo do Amazonas — sua propriedade particular? Será que mais funcionários deverão morrer de COVID para que ele e sua equipe sejam detidos?
Esse editor aguarda por respostas.

Sindicato dos Jornalistas AM recebe nota e cobra providências da direção da Tv e Rádio Encontro das Águas

Após as denúncias de agressões, ameaças e mortes de profissionais e familiares da Fundação e Televisão e Rádio Encontro das Águas – Funtea, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas – SJP/AM recebeu nesta segunda-feira, 1º/02, a Nota de Esclarecimento assinada pela procuradora-chefe, Thaísa Assis, informando que a fundação, mantida pelo Governo Estado, vem adotando todas as medidas de combate, prevenção e controle do novo coronavírus.

O documento foi entregue em mãos pelo jornalista Ademar Medeiros, da Funtea, na tarde de hoje 1º/02, ao presidente do SJP/AM, Wilson Reis, que informou ao representante da emissora de TV e Rádio, sediada em Manaus, capital do Amazonas, sobre a intermediação já em curso por parte do Ministério Público do Trabalho no Amazonas – MPT/AM, solicitada pelo sindicato no último dia 26/01.

Reis lembrou ainda das reivindicações dos profissionais jornalistas que atuam na emissora e da existência de 4 (quatro) mortes de empregados diretos e de familiares dos mesmos.
A diretoria do SJPAM reitera a importância da adoção do trabalho homme office, o respeito às medidas protetivas à saúde de orientação da Vigilância Sanitária e a garantia dos empregos dos profissionais, independente do regime de contratação.

Além disso, a entidade representativa dos jornalistas no Amazonas lembra à categoria que uma outra denúncia tramita no Ministério Público Estadual.

Manaus, 1º de fevereiro de 2021.

Diretoria
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas – SJPAM

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