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Flagrantes da Política

OS ERROS DRÁSTICOS – Fechamento de hospitais de campanha e desleixo de ações podem ter levado ao assustador número de mortes no Amazonas

Por Robson Carvalho – O número de mortes e a força macabra da segunda onda da pandemia que alcançou números assustadores de óbitos e infectados graves podem ter relação com o desleixo e tomada de decisões erradas de autoridades.

Na primeira fase da pandemia, Manaus foi pega de surpresa com um sistema de saúde sucateado, com sistema de marcação de consultas ultrapassado e a falta de estrutura para atender a demanda, até na questão básica de atendimento.

A demora na tomada de decisões, em meia a crise no sistema de saúde, pode ter contribuído de forma avassaladora para aumentar o caos e contaminar em tempo recordem milhares de pessoas, muitas das quais, sequer haviam sido informadas sobre a gravidade do Covid-19.

Hospitais não tinham o básico, faltavam remédios para dor, febre entre outros. A crise no sistema de saúde era visível, desde governos passados (Omar, Braga, Amazonino e Melo). O atual, Wilson Lima, demorou dois anos para entender a problemática e foi pessimamente orientado ou assessorado e o resultado é o que se vê hoje: tragédia.

SEGUNDA FASE

Os erros continuaram. Abriu-se a porteira quando o governador decidiu, de forma incorreta, afrouxar as restrições, sob forte pressão de empresários, de uma parte da população e da oposição.

Naquele momento, todos, muitos dos quais sem ter o mínimo de informação sobre o que era ou não melhor para conter a pandemia, pressionavam o governo pela abertura do comércio em geral, o que foi feito.

FECHAMENTO DE HOSPITAIS

Outra decisão errada do governo foi fechar o hospital de campanha, na Nilton Lins, aberto de forma emergencial para cuidar especificamente de pessoas acometidas do coronavírus.

O momento era de reflexão, de ouvir especialistas sobre os riscos de uma segunda onda da pandemia, já prevista por cientistas e especialistas em doenças infectocontagiosas.

Nada disso foi levado em consideração. O que se viu na sequência foram bares lotados, shoppings abarrotados, falta total de fiscalização e o comércio na cidade cheio de pessoas infectadas que transmitiriam o vírus para as outras.

Na onda de que a pandemia estava controlada, a prefeitura de Manaus também fechou outro hospital de campanha e quando a segunda fase chegou, faltaram leitos.

OXIGÊNIO

O estado e o município que trabalharam no limite da demanda de oxigênio para os pacientes da primeira onda da pandemia, simplesmente não atentaram para a segunda onda, que já sabia-se, deveria ocorrer, segundo alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), baseada em avaliações de especialistas em todo o mundo.

A negligência dos governos estadual e municipal no Amazonas, pode sim, ter levado aos caos e à essa tragédia anunciada, por conta da má administração e erros grosseiros no tratamento da pandemia.

OS NÚMEROS DA TRAGÉDIA

O Boletim Diário de Covid-19, edição de nº308, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), divulgado nesta sexta-feira (05/02), informa o diagnóstico 2.238 novos casos de Covid-19, totalizando 278.789 casos da doença no Estado.

Ainda segundo o boletim, foram confirmados 99 óbitos por Covid-19, sendo 35 ocorridos no dia 04/02 e 64 óbitos foram encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial; elevando para 8.815 o total de mortes.

NÚMEROS DA CAPITAL MANAUS

Na capital, de acordo com dados da Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira (04/02), foram registrados 62 sepultamentos por Covid-19. O boletim acrescenta ainda que 33.556 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão sendo acompanhadas pelas secretarias municipais de saúde, o que corresponde a 12,04% dos casos confirmados ativos.

Rede de Assistência – Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, há 2.015 pacientes internados, sendo 1.335 em leitos clínicos (420 na rede privada e 915 na rede pública), 614 em UTI (289 na rede privada e 325 na rede pública) e 66 em sala vermelha, estrutura voltada à assistência temporária para estabilização de pacientes críticos/graves para posterior encaminhamento a outros pontos da rede de atenção à saúde.

Há ainda outros 511 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 405 estão em leitos clínicos (86 na rede privada e 319 na rede pública), 72 estão em UTI (52 na rede privada e 20 na rede pública) e 34 em sala vermelha.

BANCO DE DADOS

Banco de dados – O boletim diário é construído com as informações disponibilizadas diariamente pelas prefeituras municipais, todos os dias da semana, incluindo fins de semana e feriados.

A consolidação dos casos notificados no Amazonas é realizada pela FVS-AM a partir de informações obtidas em três sistemas: e-SUS Notifica, Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), até às 10h de cada dia. Em Manaus, foram notificados 350.352 casos, enquanto no interior do estado, o número chega a 332.209.

Nesta edição apenas quatro municípios não atualizaram o sistema de informações para consolidação dos dados do boletim. São eles: Apuí, Iranduba, Pauini e São Sebastião do Uatumã.

INTERIOR SOFRE MAIS

Municípios – Dos 278.789 casos confirmados no Amazonas até esta sexta-feira (05/02), 126.396 são de Manaus (45,34%) e 152.393 do interior do estado (54,66%).

Além da capital, os 61 municípios têm casos confirmados: Coari (8.854); Parintins (8.059); São Gabriel da Cachoeira (6.340); Tefé (6.232); Manacapuru (6.481); Humaitá (6.012); ); Iranduba (5.738); Presidente Figueiredo (4.966); Carauari (4.950); Itacoatiara (4.678); Lábrea (4.647); Barcelos (3.705); Careiro (3.701); Rio Preto da Eva (3.355); Ipixuna (3.336); Eirunepé (3.228); Maués (3.080); Tabatinga (2.738); Santa Isabel do Rio Negro (2.563); São Paulo de Olivença (2.500); Itapiranga (2.400); Manicoré (2.334); Boca do Acre (2.201); Benjamin Constant (2.189); Autazes (2.165); Atalaia do Norte (2.161); Nova Olinda do Norte (2.121); Alvarães (2.061); Pauini (2.035); Urucurituba (1.976); Barreirinha (1.805); Maraã (1.738); Beruri (1.725); Tapauá (1.608); Anori (1.599); Novo Airão (1.458); Anamã (1.441); Amaturá (1.435); Uarini (1.434); Santo Antônio do Içá (1.418); Urucará (1.358);  Fonte Boa (1.265); Envira (1.278); Nhamundá (1.240); Manaquiri (1.240); Borba (1.217); Novo Aripuanã (1.186); Guajará (1.122); São Sebastião do Uatumã (1.049); Silves (1.038); Jutaí (875); Canutama (874); Tonantins (859); Apuí (780); Juruá (770); Japurá (716); Boa Vista do Ramos (738); Careiro da Várzea (693); Itamarati (621); Caapiranga (505) e Codajás (502).

O NÚMEROS DE ÓBITOS PASSA DE SEIS MIL

Óbitos – Entre pacientes em Manaus, há o registro de 6.119 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 2.696.

PARITNINS, MANACAPURU, ITACOATIARA E COARI

A lista inclui Manacapuru (253); Parintins (211); Itacoatiara (194); Coari (155); Tefé (135); Iranduba (106); Tabatinga (102); Humaitá (92); São Gabriel da Cachoeira (87); Maués (67); Presidente Figueiredo (75); Autazes (58); Lábrea (54); Benjamin Constant (53); Nova Olinda do Norte (48); Manicoré (45); Careiro (60); Barcelos (44); Rio Preto da Eva (46); Borba (37); São Paulo de Olivença (43); Barreirinha (37); Urucará (37); Santo Antônio do Içá (33); Alvarães (30); Santa Isabel do Rio Negro (35); Manaquiri (31); Carauari (29); Fonte Boa (27); Tonantins (26); Anori (23); Novo Airão (23); Beruri (23); Nhamundá (23); Jutaí (24); Boca do Acre (19); Itapiranga (21); Novo Aripuanã (19); Guajará (18); Urucurituba (20); Tapauá (19); Uarini (16); Eirunepé (17); Ipixuna (13); Pauini (14); Caapiranga (17); Apuí (15); Codajás (12); Silves (17); Amaturá (12); Boa Vista do Ramos (11); Maraã (12); São Sebastião do Uatumã (12); Juruá (9); Canutama (8); Itamarati (7); Careiro da Várzea (7); Atalaia do Norte (5); Japurá (5); Anamã (3) e Envira (2).

Avaliação de Risco da Covid-19 – Atualmente, as fases da situação epidemiológica de COVID-19 no estado estão representadas nas cores do cabeçalho do Boletim Diário de Casos de Covid-19 no Amazonas.

Para cada nível de risco há uma fase de ativação do plano de contingência, a qual estabelece medidas restritivas de atividades comerciais e sociais, de acordo com o Plano de Contingência Estadual. Com a somatória de 39 pontos, Amazonas encontra-se na fase roxa que corresponde a classificação máxima de risco para transmissão de Covid-19.

Alerta à população – O uso da máscara, o respeito ao distanciamento entre as pessoas, a lavagem das mãos com água e sabão ou a utilização de álcool em gel, são recomendações consideradas fundamentais no controle da circulação do vírus da Covid-19, que continua presente no estado.

FONTE: A FVS-AM é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas e atua no monitoramento de doenças no estado. A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus. REDAÇÃO DO PORTAL.

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