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Justiça

Médico que fez cirurgia da influencer Liliane Amorim é denunciado por homicídio culposo pelo MPCE

O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu a condenação do médico Benjamim Alencar pelo homicídio culposo pela morte da digital influencer Liliane Amorim. A denúncia foi divulgada nesta terça-feira (27).

CASO LILIANE AMORIM

A pernambucana morreu em 24 de janeiro desse ano, aos 26 anos, após uma cirurgia de lipoaspiração. Liliane havia feito o procedimento no dia 9 de janeiro. Cerca de uma semana depois, precisou ser internada com um quadro de infecção generalizada. Foi submetida então a uma segunda operação e passou uma semana na UTI, em estado grave, antes de morrer. Ela deixou o marido e um filho de seis anos.

Natural de Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, a influenciar tinha quase 100 mil seguidores em seu perfil no Instagram. Ela deixou o marido e um filho de seis anos.

DENÚNCIA

Conforme o MPCE, o médico Benjamim Alencar “agiu de forma imprudente e negligente, tendo violado ainda as regras técnicas de sua profissão e o dever jurídico de cuidado e proteção que sua condição de médico lhe impunha em relação à integridade física, à saúde e a vida da paciente, após a realização do procedimento de lipoaspiração.”

A Promotoria de Justiça faz um resumo dos fatos ocorridos entre o dia da lipoaspiração e a data da morte de Liliane.

O Ministério Público alega que Benjamim agiu de forma imprudente ao conceder alta médica à vítima apenas 13 horas após o término do procedimento cirúrgico.

O MPCE acrescenta que o médico também foi imprudente ao autorizar a saída da paciente do hospital mesmo diante de reiteradas queixas de fortes dores, sonolência e dificuldade até mesmo para se comunicar verbalmente. 

Para o órgão, o médico ainda agiu com negligência durante o pós-operatório, visto que “não realizou um atendimento presencial sequer desde a precipitada alta médica, vindo a encontrar a paciente apenas no dia 17 de janeiro de 2021, na UTI onde Liliane estava internada, quando tinha por lei obrigação de cuidado com a vítima”. 

“Portanto, o denunciado, mediante uma série alternada de ações e omissões […] provocou o previsível resultado morte da vítima Liliane dos Santos Amorim, o qual se concretizou em decorrência exclusiva das condutas que adotou e deixou de adotar, cada uma a seu tempo, cuja tipicidade encontra eco na legislação penal brasileira”, reitera o MPCE na denúncia. 

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