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‘Estou vestindo a minha capa de super-herói’, diz enfermeira do HPS 28 de Agosto

No Dia Internacional da Enfermagem, profissional relata sobre a atuação na unidade de saúde durante a pandemia

O Dia Internacional da Enfermagem e do Enfermeiro é celebrado nesta quarta-feira (12/05) e a profissional Alêssandra Cativo, enfermeira emergencista do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, representa a força desses profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia da Covid-19.

“Arregacei as mangas junto com toda a equipe e até hoje estamos executando esse trabalho. E assim, o sentimento é como se eu tivesse que chegar no hospital, vestir uma capa de super-herói. O meu sentimento é: estou entrando no hospital, estou vestindo a minha capa de super-herói, aqui eu tenho que esquecer tudo, eu tenho que ser o herói das pessoas. É esse sentimento que eu tenho”, afirmou.

A profissional atua há 19 anos na área da enfermagem, sendo transferida, no segundo semestre de 2020, do Hospital e Pronto-Socorro da Criança (HPSC) da Zona Sul para o HPS 28 de Agosto.

“Esse momento, com certeza, vai marcar toda a vida profissional das pessoas que atuam na área da saúde. Por conta de uma pandemia que ninguém esperava. Então, assim, estamos aqui, estamos na guerra. Uma guerra que ninguém estava preparado e bruscamente tivemos que nos preparar em todos os sentidos que você possa imaginar. Está sendo uma experiência muito desafiadora”, disse.

Enquanto prestava serviço na unidade de saúde, Alêssandra também perdeu o marido, com quem era casada há mais de 13 anos, vítima da Covid-19. Porém, mesmo de luto, ela não deixou de lado sua paixão em servir como enfermeira.

“Infelizmente, eu perdi o meu esposo, uma situação que eu não estava esperando, algo desafiador… É vestir uma capa de super-herói e ter que encarar a dura realidade de ver meu próprio esposo como meu paciente, também participar da intubação dele”, relatou.

Para Alêssandra, continuar trabalhando, após o falecimento do marido, se tornou um alento, e ela jamais pensou em desistir.

“Eu amo tanto a minha profissão que me senti na obrigação de ser forte. Eu me sinto muito, muito tranquila, é como se me acalmasse. Eu passo todos os dias pelo cenário onde isso aconteceu na minha vida pessoal, mas aquilo me traz paz, me traz alento”, contou.

Cuidado – A enfermeira faz um apelo para que as pessoas continuem com as medidas de prevenção não farmacológicas, a fim de proteger não apenas a si mesmos, mas aos familiares e amigos.

“O coronavírus veio para nos ensinar muitas coisas, nos ensinar principalmente a não brincar. O grande erro de alguns seres humanos é que eles acham que não pode acontecer com eles. Eu sendo enfermeira, cuidando das pessoas, nunca imaginei perder um familiar tão próximo para esse vírus. Eu, como profissional, o conselho que dou e o que eu peço de verdade para todos é que não brinquem com a vida, não brinquem em expor a sua família a esse vírus. Estamos em guerra ainda, a guerra ainda não acabou”, orientou Alêssandra.

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