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Cotidiano

Projeto ‘Nosso Centro’ é apresentado em programa nacional de desenvolvimento urbano

Com foco no processo para reconversão do centro histórico em uma área urbana da capital com maior densidade populacional, a Prefeitura de Manaus participou da segunda rodada da mentoria do Programa de Gestão Urbana Sustentável, nesta quarta-feira, 7/7, que aconteceu virtualmente.

A mentoria é dentro do Projeto de Apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável no Brasil (Andus), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Ministério Alemão do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU).

Mapas da capital com manchas urbanas de dois períodos distintos mostram a densidade populacional do bairro. No período de 1669 a 1920, havia uma densidade de 107 habitantes por hectare, em um trecho de 706,90 hectares, o que reduziu consideravelmente entre 1980 e 2014, para apenas 42 habitantes por hectare numa área muito mais extensa de 43,8 mil hectares.

“A baixa densidade urbana e o espraiamento causam problemas principalmente na oferta de serviços públicos pela Prefeitura de Manaus. O que se viu foi uma deformação do tecido urbano no final do primeiro grande ciclo econômico, com o crescimento da cidade mais de 60 vezes, desordenado”, afirmou o arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, diretor de Planejamento do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Na mentoria, Manaus está no tema Densidade Urbana e no seminário realizado nesta quarta foi apresentado o conceito do projeto “Nosso Centro”. “O processo de mentoria tem 18 municípios participando, de diversos portes. A ideia é identificar instrumentos urbanísticos que possam proporcionar a transformação via desenvolvimento econômico sustentável”, explicou.

Um dos focos do “Nosso Centro” é buscar soluções sustentáveis para a densidade urbana e ter maior assertividade nas intervenções urbanísticas. “Estar no grupo de Densidade colabora para proporcionar a volta da moradia ao Centro, com diversidade de usos, facilitando também a mobilidade, quando se aproxima a moradia do local de trabalho”, observou o arquiteto e urbanista.

Revitalização

Dentro da revitalização há o Plano Habitacional para o Centro, que parte da premissa que deve ter habitação para todos, de todas as classes, onde possa ser proporcionada moradia, tanto para uma pessoa que trabalha na área de limpeza quanto para um diretor de uma grande rede de lojas varejistas, por exemplo.

“Isso é algo que nunca aconteceu em nenhum governo, proporcionar esse tipo de política pública relacionada à habitação. A ideia é exatamente colocar as pessoas de volta ao Centro para morar e essas pessoas, para facilitar a mobilidade, devem trabalhar no bairro, para que possam utilizar a mobilidade ativa que falamos. A caminhabilidade, a ciclomobilidade, os pequenos deslocamentos”, explicou o diretor de Planejamento.

Equipe

A equipe participante da mentoria é composta pelo diretor-presidente da autarquia, engenheiro Carlos Valente; pelo vice-presidente, arquiteto e urbanista Claudemir Andrade; pelo diretor de Planejamento Urbano (DPLA), arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro; e pelo coordenador de Projetos, o arquiteto Leonardo Normando.

Eixos

O projeto é implementado por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, com foco em cinco eixos: agenda ambiental nas cidades; financiamento do desenvolvimento urbano sustentável; macrozoneamento para ordenamento territorial, regularização fundiária e prevenção de assentamentos irregulares; verticalização na ocupação e uso do solo urbano; e elaboração e revisão de planos diretores.

As cidades selecionadas são Manaus, Caruaru (PE), Amajari (RR), Caxias do Sul (RS), Sobral (CE), Rio de Janeiro (RJ), Maringá (PR), Juiz de Fora (MG), e Naviraí (MS). Também integrará o processo de mentoria o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste).

Estas cidades se somam aos seis municípios da primeira fase do projeto: Anápolis (GO), Campina Grande (PB), Eusébio (CE), Fortaleza (CE), Hortolândia (SP) e Tomé-Açu (PA).


Texto – Claudia do Valle / Implurb
Fotos – Dantas Neto / Semcom

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