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Agricultores bloqueiam BR-174 no Amazonas e exigem melhorias

Além das péssimas condições da estrada, moradores enfrentam constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica – mesmo assim, a conta chega com valores exorbitantes.

Agricultores do ramal do Rio Branquinho, que fica no quilômetro 67 da BR-174 no Amazonas, bloquearam a rodovia para exigir melhorias na estrada e no fornecimento de energia elétrica, nesta terça-feira (12).

O grupo levou cartazes e permaneceu por algumas horas na rodovia. A Polícia Rodoviária Federal esteve na região e negociou a liberação do trânsito.

“Prometeram que iriam asfaltar isso aqui, iria melhorar para nós, tanto a luz quanto o transporte escolar. Os ônibus aqui atolam, as crianças chegam à escola a pé e voltam a pé, quando o ônibus atola. É um sofrimento aqui para este povo do ramal, por isso colocaram o nome de ramal dos abandonados”, reclamou o agricultor Francisco Gerônimo Pereira.

“Só queremos que coloquem o asfalto e o ônibus para nós, porque não temos ônibus, e o que aparece é uma negação. Pagamos a passagem de R$ 75 e, para trazermos uma botija de gás, pagamos mais de R$ 30 reais. Isso por pessoa”, afirmou a agricultora Francisca Januário de Melo.

De acordo com os moradores, as condições da estrada pioram ainda mais quando chove. O agricultor João Farias Filho mora na região e fez um financiamento para criar galinhas, mas por causa das condições da estrada ficou no prejuízo.

“Há três anos, fiz um empréstimo no banco para criar galinha. Eu comprei 600 galinhas, não consegui tirar 300, porque não tive mais como tirar. Isso foi no mês de dezembro, foi na época da chuva, e não tive mais como tirar as galinhas. Eu não consegui quitar a minha dívida, paguei a metade e estou devendo a metade lá”, disse.

Além de reivindicar melhorias para o ramal, um outro problema que os moradores enfrentam é a instabilidade no fornecimento de energia elétrica no ramal. Segundo o presidente da Cooperativa do Ramal Rio Branquinho, Israel Ferreira Feitosa, as interrupções no fornecimento são constantes e a comunidade passa dias sem energia elétrica – mesmo assim, a conta chega com valores exorbitantes.

“O ramal existe desde 1997. Fizemos uma recuperação nele em 2013 e, de lá para cá, não teve mais nenhuma recuperação. Hoje o ramal está largado aí, promessa de governador, de prefeito, de deputados. Hoje a gente vive largado aí dentro, totalmente isolados”, disse Feitosa.

Fonte: G1 AM

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