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Economia

Dólar sobe com expectativas para a votação da PEC dos Precatórios; Bolsa fecha estável

Medida que autoriza a União a adiar o pagamento de débitos e altera regras do teto de gastos foi incluída na ordem do dia da Câmara nesta segunda-feira.

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo negativo nesta segunda-feira, 8, com investidores acompanhando as mobilizações de governistas e da oposição para a conclusão da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara. A votação, prevista inicialmente apenas para esta terça-feira, 8, foi incluída na ordem do dia da sessão do plenário nesta tarde. Os deputados aprovaram em primeiro turno na semana passada a medida que autoriza o adiamento do pagamento de dívidas da União e altera regras do teto de gastos. O dólar fechou com alta de 0,33%, cotado a R$ 5,541. O dólar chegou a bater a máxima de R$ 5,597, enquanto a mínima não passou de R$ 5,537. A divisa norte-americana fechou a sexta-feira, 5, com queda de 1,48%, a R$ 5,522. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, fechou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,04%, aos 104.781 pontos.  O pregão encerrou a semana passada com avanço de 1,34%, aos 104.824 pontos.

Investidores seguem acompanhando os desdobramentos em Brasília para a aprovação da PEC dos Precatórios. O texto passou na Câmara na quarta-feira, 21, com uma margem estreita de apenas quatro votos. Enquanto a base do governo busca meios de ampliar a vantagem de votos, a oposição se mobiliza para reverter o resultado. A medida ainda precisa ser votada em segundo turno e, caso aprovada, segue para o Senado. Em entrevista à Jovem Pan de Curitiba nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que espera a vitória na Câmara, mas reconhece que o texto deve sofrer resistência dos senadores. A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, embaralhou as tratativas durante o fim de semana ao exigir a suspensão do pagamento das emendas de relator no Orçamento da União, chamadas de “orçamento secreto“.  A liminar será analisada em julgamento do plenário virtual nesta terça-feira, 9. Em resposta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu para que a ministra revogue a medida. O assunto será tratado em reunião entre Lira e o presidente do STF, ministro Luiz Fux, no fim da tarde desta segunda-feira. Diferentemente das emendas individuais de deputados e senadores, elas não seguem critérios usuais de transparência e são definidas com base em acertos informais entre o Palácio do Planalto e parlamentares aliados. Parlamentares da oposição denunciam a prática e afirmam que esta prerrogativa tem sido utilizada pelo governo Bolsonaro para “comprar apoio” dos deputados. Na decisão, a ministra determinou que os pagamentos sejam publicizados e afirmou que “há uma duplicidade de regimes de execução das emendas parlamentares”. Mais cedo, Bolsonaro criticou a ação de Rosa Weber e negou que as verbas sejam usadas em barganhas para a aprovação de projetos.

Ainda na pauta doméstica, mercado financeiro voltou a revisar para baixo a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e de 2022, ao mesmo tempo que reforçou a estimativa de alta da inflação e na taxa Selic, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC). A mediana para o desempenho da economia passou para alta de 4,93% em 2021, ligeiramente abaixo da expectativa de 4,94% na semana passada, na quarta queda seguida da projeção. Para 2022, os analistas consultados pelo BC rebaixaram a estimativa com o PIB para 1%, contra projeção de 1,20% da edição anterior. A mudança na expectativa segue a tendência de bancos, casas de análises e outras instituições de mudar para baixo as projeções da economia no próximo ano. O Boletim Focus também mostra nova expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação brasileira. Para este ano, a projeção foi a 9,33%, contra 9,17% na edição passada. Foi a 31ª semana seguida de revisão para cima. O Banco Central tem meta inflacionária da 3,75% neste ano, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 2,25% e 5,25%. Já para 2022, o mercado estima que o IPCA alcance 4,63%. Na semana anterior, a mediana apontava para alta de 4,55%. No ano que vem, a autoridade monetária deve perseguir a meta de 3,5%, com variação entre 2% e 5%. A aceleração da inflação levou o mercado a estimar aumento da taxa de juros em 2022. Agora, os analistas esperam que a Selic encerre o ano que vem a 11%, contra projeção de 10,25% na semana passada. Para 2021, o Boletim Focus manteve a estimativa de 9,25%. O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a escalada dos juros em outubro ao acrescentar 1,5 ponto e elevar a Selic a 7,75% ao ano.

Fonte: JP Notícias

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