O governo Federal deu início a uma megaoperação, denominada Carbono Oculto que teve como alvo a organização criminosa PCC. A ação que envolveu várias instituições, como Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público de São Paulo, entre outras, cumpriu vários mandados de busca e apreensão e de prisão em oito estados brasileiros.

A investigação aponta para o envolvimento do crime organizado já está infiltrado em praticamente todas as áreas e não somente nas periferias e com o tráfico de drogas.

Atua de forma estratégica no mercado financeiro, bancos, fundos de investimentos, agronegócio e na produção e distribuição de combustíveis.

Segundo avaliação do comando da Operação Carbono Oculto, a organização criminosa PCC teria movimentado aproximadamente R$ 50 bilhões e sonegado milhões a Receita Federal.

Do montante de R$ 50 bilhões, a facção teria pago somente a quantia de R$ 90 milhões em impostos. A sonegação afeta diretamente a população, uma vez que o governo deixa de investir nas áreas como saúde, meio ambiente, educação entre outros investimentos para melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

CHEFÃO CONSEGUIU FUGIR

Mohamad Russein Murad que está foragido, segundo as investigações, é o líder da facção e foi quem construiu toda a estrutura que ‘revolucionou’ a atuação da facção e infiltrou as ações em praticamente todas as área, inclusive na economia.

Outros quatro integrantes da facção envolvidas nos esquemas de lavagem de dinheiro e outros crimes, também conseguiram fugir e a força-tarefa vai investigar se houve ‘vazamento’ da operação.

Essa é a primeira grande operação contra o crime organizado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Toda a ação foi controlada e organizada pelo Ministério da Justiça ao comando do ministro Ricardo Lewandowski. O ministro concedeu entrevista e elogiou a atuação das instituições no combate ao crime organizado no País.

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, em sessão para julgar a liminar que pede o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)