O secretário da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Saullo Vianna, anunciou a realização da 4ª edição do programa Manaus Cidadã, que acontece neste sábado, 27/9, na Escola Municipal Helena Augusta Walcott, localizada na avenida Itaúba, bairro Jorge Teixeira, das 8h às 12h.

A iniciativa já se consolidou como um dos principais mutirões de serviços sociais da capital, oferecendo cidadania e atendimentos essenciais diretamente às comunidades.

Segundo Saullo, a ação tem o objetivo de aproximar a gestão pública da população e garantir que serviços básicos estejam disponíveis de forma acessível e gratuita. “O Manaus Cidadã nasceu para estar onde as pessoas estão. Nosso compromisso é garantir que cada comunidade tenha acesso facilitado a serviços que fazem diferença na vida real, desde saúde e cidadania até oportunidades de inclusão social. Convido os moradores da zona Leste a aproveitarem essa manhã de atendimentos, preparada com carinho e dedicação para toda a família”, afirmou.

A programação vai reunir uma ampla rede de atendimentos, como consultas médicas, exames de vista, vacinação, orientações sobre o Cadastro Único, apoio jurídico em questões previdenciárias, emissão de documentos e também serviços de bem-estar, incluindo corte de cabelo, design de sobrancelhas e esmaltação.

O mutirão integra o pacote de programas do Manaus por Você, desenvolvido pela Prefeitura de Manaus e executado pela Semasc, que busca modernizar e ampliar as políticas públicas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade.

Para Saullo, cada edição reforça a importância de uma assistência social ativa e presente nos territórios. “O Manaus Cidadã mostra, na prática, que a política social precisa estar ao lado das pessoas, ouvir suas demandas e oferecer soluções concretas. É isso que estamos fazendo”, reforçou o secretário.

Higiene íntima precária pode causar câncer de pênis, alerta urologista

A falta de higiene íntima adequada ainda é um problema sério no Brasil e pode custar caro. Segundo o urologista Flávio Antunes, essa negligência está diretamente ligada ao aumento de casos de câncer de pênis, uma doença grave que ainda acomete muitos homens, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país. “Pode parecer exagero, mas a higiene íntima é uma questão de saúde pública. Ela pode prevenir infecções, lesões e até mesmo câncer”, afirma o especialista.

O alerta ganha ainda mais destaque durante o mês de setembro, quando a Sociedade Brasileira de Urologia realiza a campanha “Vem pro URO”, voltada à conscientização sobre a saúde do homem.

Fatores de risco: da fimose ao HPV

Entre os principais fatores que elevam o risco da doença estão a falta de higiene, a presença de fimose e infecções por HPV (papilomavírus humano). A fimose, que impede a exposição total ou parcial da glande (cabeça do pênis), é comum em crianças e pode se resolver espontaneamente. No entanto, quando persiste na adolescência ou fase adulta, pode dificultar a higienização e favorecer o acúmulo de secreções, facilitando infecções e o aparecimento de lesões.

Já o HPV, considerada a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo, está diretamente relacionado a diversos tipos de câncer, incluindo o de pênis, colo do útero, ânus, vulva e garganta. Por isso, o especialista reforça a importância da vacinação ainda na infância, tanto para meninos quanto para meninas.

Caso real: jovem de 20 anos é diagnosticado com câncer de pênis

Para ilustrar os riscos da negligência, o urologista relata um caso chocante atendido em seu consultório. Um jovem de apenas 20 anos procurou atendimento por conta de uma inflamação peniana. O diagnóstico inicial revelou uma infecção agravada por fimose. Durante a cirurgia corretiva, foi identificada uma lesão suspeita na glande, que após biópsia, revelou-se um câncer. “O paciente precisou passar por amputação parcial do pênis, algo extremamente impactante para um jovem. Felizmente, conseguimos tratar a tempo e ele foi curado”, conta Antunes. O caso acende um alerta: embora o câncer de pênis seja mais comum após os 50 anos, ele também pode ocorrer em adultos jovens.

Prevenção começa cedo e em casa

De acordo com o médico, a prevenção começa com atitudes simples e orientação familiar. “Pais, especialmente as mães, têm papel fundamental em observar, orientar e buscar ajuda médica quando necessário. Fimose não é tabu. Saúde íntima não é vergonha”, reforça.

A recomendação é clara: higiene adequada, vacinação contra o HPV e acompanhamento com urologista desde a adolescência são medidas eficazes de prevenção. E, acima de tudo, é preciso combater o preconceito que ainda cerca a saúde íntima masculina.