Deputado Sinésio Campos destaca na Aleam que decisão abre precedente para a BR-319 e crescimento no Amazonas
A autorização concedida nesta segunda-feira, 20 de outubro, para que a Petrobras perfure um poço exploratório na Margem Equatorial, a 175 quilômetros da costa do Amapá, foi destacada pelo deputado estadual Sinésio Campos durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Segundo ele, o licenciamento representa uma conquista estratégica que pode beneficiar diretamente o Amazonas.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a exploração de petróleo na região tem potencial para gerar 495 mil empregos e impactar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em R$ 175 bilhões. Além disso, os royalties estimados giram entre R$ 3,6 bilhões e R$ 5,4 bilhões por ano, com R$ 270 milhões destinados a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).
Sinésio ressaltou que esse crescimento vai “transbordar para o Amazonas”, impulsionando a demanda por serviços e produtos fabricados no estado. Ele também avaliou que a decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abre um precedente positivo para o licenciamento da BR-319.
Durante seu discurso, o parlamentar mencionou ainda a publicação, na semana anterior, de um decreto do Governo Federal que criou a Licença Ambiental Especial — instrumento que visa acelerar o licenciamento de obras estratégicas para o país. Essa decisão passa a ser tomada por um colegiado composto por 11 ministérios, coordenado pela Casa Civil.
A fase exploratória da Petrobras na Margem Equatorial terá duração de aproximadamente cinco meses, sem previsão de produção de petróleo neste período, com foco apenas na avaliação do potencial de hidrocarbonetos da região.


