Ele contradisse a ministra Marina Silva, que disse que a COP é um espaço democrático mas tem regras. Mas as regras deles, que exclui a voz dos indígenas que se cansaram e entraram ontem na marra

BRASÍLIA. A exclusão e proibição a grupos de indígenas e povos da Amazônia provocou ontem a invasão e a entrada “na marra” na zona restrita da COP 30 em Belém . Para o senador Plínio Valério ( PSDB-AM) a proibição de entrada dos excluídos em um evento que, teoricamente é para elevar os povos, que é para valorizar o índio, fez com que tivessem que protestar e entrar na marra. O senador , em discurso na tribuna, disse que a invasão comprova o que vem falando desde sempre: com informação, os povos indígenas não aceitam mais que as ONGs falem por ele, não aceitam mais tutela e querem ter voz para defender seus direitos. Com informação, índio cansou de vítima , quer se protagonista e dono de sua história, discursou Plínio.

Os motivos dessa revolta, mostrou Plínio, estão amplamente documentados no relatório final da CPI das ONGs, presidida por ele no Senado.

_ Ora, se valorizam tanto assim os povos naturais, por que não ouvir os índios? A Ministra Marina Silva disse que a COP é um espaço democrático e de escuta, mas que tem regras. Claro, regras deles, dos colonizadores, regras deles, dos imperialistas. O natural, o índio não pode entrar e não pode chegar lá . Cansaram, eles estão dizendo : “Ninguém fala por mim, eu quero falar por mim”. É a mensagem que os índios estão mandando para esses hipócritas que comandam que querem comandar o apocalipse. Eles têm uma obsessão pelo apocalipse ambiental _ criticou Plínio

Plinio disse ainda que os protestos vão continuar contra ONGs e contra o governo que quer privatizar os três maiores rios da Amazônia.
_ Quem está assustado com o que viu ontem vai ver muito mais, porque a indignação é grande e cresce a cada momento. Seis ONGs que nós trouxemos para serem investigadas na CPI arrecadaram R$2,1 bilhões. E os índios não têm tacho para fazer farinha _ avisou Plínio.

Para minimizar a pobreza de ribeirinhos e indígenas, ajudar a quebrar as correntes impostas pelas ONGs Plínio contou que tem destinado suas emendas parlamentares , já foram mais de R$20 milhões, para compra de trator, lancha, barco, motocicleta , escavadeira, e até internet. Plínio disse que a população da Amazônia não pode ser condenada a miséria eterna para que ONGs e terroristas ambientais continuem enriquecendo com o discurso de salvar o Planeta.

_ Você tem que saber que essa Amazônia, que querem pregar que vai salvar o mundo, é apenas 1% do planeta, 1%! Se a Amazônia queimasse toda, não ficasse uma só árvore, não mudava nada _ disse o senador.

_ Quem polui? Quem é responsável por isso? Os grandes países industrializados, porque produzem muita coisa. Supérfluos? Não. Produzem alimento, comem e produzem lixo. Nós, da Amazônia, somos os culpados, coitadinhos _ completou.

Ele citou como exemplo o desejo dos índios querem a exploração do potássio no Amazonas, mas a exploração, como a BR-319 asfaltada, são barrados pelas ONGs com a ajuda do Ministério Público.
_ São 34 aldeias: 30 querem, quatro não querem. Prevalece a vontade das quatro que não querem por essa narrativa que domina essa política, essa agenda global. A BR-319? Tem que ouvir os índios. Disseram que não pode porque não ouviram os índios. Para o potássio, ouviram os índios. Olhem só como a coisa é direcionada.O potássio que o Brasil consome, parte dele vem do Canadá, das terras indígenas do Canadá _ relatou Plínio