O ministro Jorge Messias, chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), que aguarda a oficialização de sua escolha para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), ignorou um alerta da própria AGU, que apontou o sindicato do irmão de Lula (PT) como um dos principais envolvidos em suspeitas do roubo bilionário a aposentados e pensionistas, por meio de descontos associativos não autorizados pelas vítimas. A revelação é da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Na sequência, a reportagem informa que, procurada, a AGU afirmou que o documento em questão — fruto de uma fiscalização em uma de suas equipes com 63 procuradores da região Sul — não tinha objetivo identificar fraudes e não teria levantado elementos suficientes para providência judicial. Disse ainda que atuou tecnicamente com base em critério aplicado a partir de apurações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindicapi-FS) aparece em um processo interno da AGU, de 2024 que listou nove “principais” entidades com “aumento significativo” de reclamações judiciais sobre descontos não autorizados. O sindicato tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.