O Senado já não interfere mais no STF (Supremo Tribunal Federal). Agora, apenas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pode solicitar o impeachment de um ministro da Corte. Antes, para que o processo avançasse, bastava maioria simples no Senado; agora, exige-se o apoio de dois terços dos senadores. Todas essas mudanças foram definidas por decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes.

“Agora nem mais o Senado mexe com o supremo”. Disse William Waack.

Na prática, o Supremo busca blindar-se diante do que acredita ser uma provável vitória da centro-direita nas eleições do próximo ano, o que resultaria em uma composição ainda mais robusta de forças oposicionistas na Câmara e no Senado. Parte significativa desses grupos tem como objetivo declarado destituir ministros do STF, sendo Alexandre de Moraes o principal alvo.