Nicole Silveira alcançou o que é, até o momento, o melhor desempenho da história do Brasil em competições olímpicas de inverno em modalidades de gelo. A atleta brasileira finalizou a disputa do skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 na 11ª posição, superando sua própria marca de 2022 em Pequim.

O skeleton é uma modalidade desafiadora onde os competidores descem uma pista de gelo em um trenó individual, de bruços, atingindo velocidades que podem ultrapassar os 140 km/h. A competição envolve quatro descidas no total, divididas em dois dias, e o vencedor é determinado pela menor soma dos tempos de todas as descidas.

Nicole Silveira completou as quatro descidas com um tempo total de 3min51s82, ficando a apenas 42 centésimos de segundo de alcançar o top 10. Seus tempos parciais foram de 57s93 e 57s85 na primeira etapa, e 58s11 e 57s93 na segunda.

A medalha de ouro ficou com a austríaca Janine Flock, que registrou 3min49s02. A alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, garantiu a prata, seguida por sua compatriota Jacqueline Pfeifer, que levou o bronze. Kim Meylemans, esposa de Nicole, terminou em sexto lugar.

Comparando com outras provas de gelo e neve em edições anteriores, o resultado de Nicole Silveira só é superado pelo nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006. Este feito histórico para o Brasil em modalidades de gelo ocorre no mesmo dia em que Lucas Pinheiro conquistou a primeira medalha de ouro do país em Jogos de Inverno, no slalom gigante.

Nicole, 30 anos, natural de Rio Grande (RS) e radicada no Canadá desde os sete anos, descobriu o skeleton na cidade canadense de Calgary. Além de sua carreira esportiva, ela também atua como enfermeira, tendo compartilhado suas experiências em hospitais durante a pandemia de COVID-19.