O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou de um evento em São Paulo onde foram assinados acordos de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Um dos temas centrais da discussão foi a jornada de trabalho, que Alckmin descreveu como uma tendência mundial em direção à redução.
Durante a cerimônia, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, solicitou o adiamento da discussão sobre o fim da escala 6×1 para o próximo ano, argumentando que o atual ano eleitoral pode influenciar o debate. No entanto, Alckmin rebateu, afirmando que a discussão sobre a jornada de trabalho não deve ser apressada e precisa ser aprofundada, dada a diversidade de situações no setor produtivo. Ele ressaltou que a redução da jornada já é uma realidade em diversos países.
Além da discussão sobre a jornada, Alckmin e Skaf assinaram dois protocolos de intenções importantes. O primeiro visa fortalecer a defesa comercial do Brasil, combatendo práticas desleais e ilegais no comércio exterior e promovendo um ambiente mais justo e equilibrado para a concorrência. Dentre as ações previstas estão a criação de uma calculadora de margem de dumping e o compartilhamento de ferramentas técnicas.
O segundo protocolo foca na melhoria do ambiente regulatório, com o objetivo de desburocratizar, aumentar a competitividade e a qualidade regulatória no país. A proposta inclui a ampliação da digitalização dos serviços públicos e a integração de sistemas, visando reduzir custos e barreiras para empreendedores e investidores.
Em outro momento do evento, Alckmin expressou otimismo em relação à política monetária, manifestando confiança de que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará a redução da taxa básica de juros (Selic) em sua próxima reunião, impulsionado pela valorização do real e pela desinflação de alimentos.
O vice-presidente também comentou positivamente a nova tarifa global de 15% estabelecida pelos Estados Unidos, considerando-a benéfica para o Brasil e abrindo novas oportunidades para o comércio bilateral com os EUA.


