O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão econômica. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que o quarto trimestre do ano fechou com uma leve alta de 0,1% em relação ao trimestre anterior.
Em valores correntes, a economia brasileira alcançou R$ 12,7 trilhões em 2025. O PIB per capita, que representa o valor do PIB dividido pela população, atingiu R$ 59.687, com um crescimento real de 1,9% em comparação com o ano anterior. Ambos os indicadores, PIB corrente e per capita, atingiram o maior patamar registrado desde o início da série histórica do IBGE em 1996.
A análise pela ótica da produção mostra que todas as atividades econômicas apresentaram expansão. A agropecuária se destacou com um crescimento de 11,7%, impulsionada principalmente pela produção recorde de milho e soja. O setor de serviços também demonstrou vigor, crescendo 1,8%, com destaque para informação e comunicação. A indústria, por sua vez, expandiu 1,4%, com a extração de petróleo e gás sendo um dos principais impulsionadores.
O consumo das famílias apresentou alta de 1,3% em 2025, influenciado pela melhora no mercado de trabalho, acesso ao crédito e programas de transferência de renda. Contudo, o ritmo de crescimento foi menor que o de 2024, refletindo os efeitos da política monetária de juros elevados. O consumo do governo avançou 2,1%, e os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 2,9%, impulsionados pela importação de bens de capital e pelo setor de software.
No último trimestre de 2025, a economia permaneceu praticamente estável, com um crescimento de 0,1%. Serviços e agropecuária registraram altas, enquanto a indústria apresentou recuo. O consumo das famílias ficou estável, e o consumo do governo cresceu, compensando a queda de 3,5% nos investimentos.
A alta taxa de juros, iniciada pelo Banco Central em 2024 para conter a inflação, continuou a influenciar a economia em 2025. Apesar desse aperto monetário, que encarece o crédito e desestimula investimentos e consumo, o país encerrou o ano com a menor taxa de desemprego já registrada, segundo o IBGE.


