A economia brasileira demonstrou resiliência em 2025, registrando uma expansão de 2,3%, o que a posicionou na sexta colocação entre as maiores economias do G20. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,7 trilhões no período.

O setor agropecuário foi um dos principais vetores desse crescimento, com uma alta de 11,7%, aumentando sua relevância na composição da economia nacional. O IBGE também comentou que o chamado “tarifaço” americano teve um impacto considerado pontual no desempenho econômico.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda compilou um ranking com o desempenho do PIB das 16 economias do G20 que já apresentaram seus dados consolidados para 2025. A Índia liderou a lista com um crescimento expressivo de 7,5%, seguida pela Indonésia (5,1%) e China (5%). O Brasil se situou logo acima dos Estados Unidos, que registraram 2,2% de expansão.

Apesar da expansão, o resultado de 2025 representa uma desaceleração em relação aos 3,4% de crescimento observados em 2024. Segundo o Ministério da Fazenda, essa perda de ritmo pode ser atribuída à política monetária de juros elevados, que contribuiu para o fechamento do hiato do produto, indicando um arrefecimento do consumo e, consequentemente, da inflação.

A taxa básica de juros, Selic, que atingiu 15% ao ano em junho de 2025, foi mantida em patamar elevado pelo Banco Central como estratégia para controlar a inflação, que esteve acima da meta estabelecida. Juros altos encarecem o crédito e desestimulam investimentos e consumo, com o objetivo de esfriar a economia e reduzir a alta de preços, embora possam impactar a geração de empregos.

Apesar do cenário de juros restritivos, o ano de 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE. Para 2026, a SPE projeta um crescimento de 2,3% para o PIB, com uma desaceleração esperada no agronegócio, mas com compensação pelo aumento do ritmo na indústria e nos serviços. A expectativa é que a redução dos juros, a isenção de imposto de renda para salários até R$ 5 mil e a expansão do crédito consignado impulsionem a atividade econômica.