Apesar das crescentes tensões no Oriente Médio, a Petrobras assegura que suas exportações de petróleo para mercados-chave como Índia, China e Coreia do Sul não serão afetadas. A avaliação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, Claudio Romeo Schlosser, durante uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

Segundo Schlosser, os destinos das exportações brasileiras não dependem de rotas marítimas diretamente ameaçadas pelo conflito. “Não vejo risco à exportação de petróleo”, declarou o diretor, minimizando preocupações sobre a segurança das operações logísticas.

O executivo também abordou a importação de um tipo específico de óleo, em torno de 100 barris diários, destinado à Refinaria Duque de Caxias (Reduc). Ele explicou que essa carga, que chega a cada três meses, pode ser transportada por diferentes rotas, incluindo o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou portos no norte do Mar Mediterrâneo, o que torna a operação “sem risco”.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reconheceu a alta volatilidade do mercado de petróleo, com projeções de preços que variam drasticamente. Ela enfatizou a necessidade de resiliência da empresa para lidar com cenários diversos. Chambriard comparou a atual incerteza à época da pandemia de Covid-19, alertando contra reações exageradas, como a especulação de preços para produtos essenciais como o gás de cozinha.

“É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, alertou, aconselhando prudência e cautela diante do cenário internacional.

Em outro tópico, Chambriard celebrou o lucro líquido de R$ 110,1 bilhões registrado em 2025, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. Ela atribuiu o resultado excepcional à disciplina de capital, eficiência operacional e à capacidade da empresa de entregar produtos de forma verticalizada, superando metas mesmo com flutuações no preço internacional do petróleo Brent.

A presidente também destacou o aumento de 11% na produção de óleo e gás em 2025, impulsionado pela entrada em operação e ampliação da capacidade da unidade FPSO Almirante Tamandaré. A expectativa é que novas plataformas em construção em Singapura reforcem essa expansão, com a primeira unidade prevista para chegar ao Brasil em agosto e iniciar a produção no primeiro semestre de 2027, reforçando o compromisso da Petrobras com o crescimento e a aceleração das entregas.