O esquiador brasileiro Cristian Ribera escreveu uma nova página nos esportes de inverno do país ao conquistar a medalha de prata na Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina. Aos 23 anos, o atleta, que já ostenta o título de campeão mundial, cruzou a linha de chegada na prova de sprint do esqui cross-country, classe sitting, em segundo lugar, com o tempo de 2min29s6. Ele ficou a apenas sete décimos de segundo do campeão, o chinês Liu Zixu, que marcou 2min29s9. O pódio foi completado pelo cazaque Yerbol Khamitov, com 2min29s90.

Esta é a primeira medalha do Brasil na história do evento, um feito inédito que enche de orgulho o esporte nacional. Emocionado, Ribera dedicou a conquista ao seu time e família, expressando sua felicidade, mas também o desejo de buscar o ouro em futuras competições. “Queria o ouro, foi por muito pouco, mérito do chinês. Foi o sprint final do maior evento. Todo mundo chega muito forte. Os esquis estavam bons. […] Foi muito acirrado. Enfim, sou campeão mundial, do Globo de Cristal e agora é a prata. Estou muito feliz, mais um sonho realizado. Agora a meta é o ouro”, declarou o atleta ao canal SporTV.

O rondoniense, radicado em Jundiaí (SP), ainda terá outras oportunidades de subir ao pódio em Tesero. Nesta quarta-feira (11), ele competirá na prova de 10 quilômetros do esqui cross-country. Sua agenda inclui ainda o revezamento misto no sábado (14) e a prova de 20 km no domingo (15), último dia dos Jogos.

Antes da prata de Ribera, o melhor resultado do Brasil nos Jogos de Inverno era a sexta posição obtida pelo próprio atleta em PyeongChang 2018. Em Pequim 2022, ele havia terminado em oitavo lugar.

Outra brasileira a brilhar em Milão-Cortina foi a paranaense Aline Rocha, que alcançou o quinto lugar na prova feminina do esqui cross-country, classe sitting. Com o tempo de 3min21s00, ela obteve o melhor resultado de uma mulher brasileira na história da Paralimpíada de Inverno. A prova feminina foi vencida pela americana Oksana Masters, seguida pela sul-coreana Yunji Kim e a chinesa Shiyu Wang.

Aline Rocha também demonstrou grande satisfação com seu desempenho. “É uma emoção imensa. Estou muito feliz de chegar pela primeira vez na final da prova de sprint. […] Eu espero que os resultados que estamos conquistando aqui incentive mais mulheres a conhecer o esporte. O esqui é incrível. […] Eu consegui fazer uma ótima classificatória, uma ótima semifinal. Na final, faltou um pouquinho de braço, mas foi um ótimo resultado. Ainda tem mais”, comentou.