Representantes das principais distribuidoras de combustíveis do Brasil se reuniram com o governo federal para discutir estratégias de abastecimento e estabilidade de preços do diesel. A sugestão apresentada foi que a Petrobras aumente a importação do combustível para suprir a demanda nacional e mitigar os efeitos da volatilidade do mercado internacional.
A reunião, realizada em Brasília, contou com a participação de autoridades como o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e representantes dos Ministérios da Fazenda e da Casa Civil. As distribuidoras presentes respondem por aproximadamente 70% do mercado de combustíveis no país.
Segundo Alckmin, as empresas privadas expressaram preocupação com o fornecimento de diesel e apontaram a Petrobras como a entidade com maior capacidade financeira e logística para gerenciar as compras externas e a flutuação dos preços globais.
A iniciativa surge em paralelo a um pacote de medidas anunciado pelo governo para reduzir o preço do diesel ao consumidor. Entre as ações estão a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, e uma subvenção de igual valor para produtores e importadores, totalizando uma queda de cerca de R$ 0,64 por litro nas bombas.
O governo também reforçará os mecanismos de fiscalização da ANP para assegurar que os benefícios cheguem ao consumidor final. O impacto fiscal estimado das medidas é de R$ 30 bilhões, a ser compensado por meio do aumento do imposto de exportação sobre óleos brutos e diesel. O objetivo principal é proteger a economia brasileira das oscilações do mercado energético global.


