O Ministério da Previdência Social e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram uma parceria estratégica focada na capacitação de gestores e analistas de fundos de pensão para incorporar critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas decisões de investimento. A iniciativa visa aprimorar a análise de riscos e alinhar os recursos previdenciários à transição ecológica e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Através de cooperação técnica e educacional, profissionais das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) receberão treinamento para integrar a análise ESG, promovendo investimentos mais sustentáveis. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou que a ação é um passo concreto para refletir o impacto socioambiental nos fundos de pensão, especialmente após discussões como as da COP30. Ele ressaltou a importância de considerar a sustentabilidade em um cenário de impactos climáticos e energias renováveis.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco, com sua experiência global em financiamento sustentável e análise de riscos climáticos, compartilhará seu conhecimento. O objetivo é auxiliar os fundos de pensão a identificar projetos viáveis em energia limpa e infraestrutura verde, garantindo rentabilidade com responsabilidade socioambiental. Mercadante mencionou o papel do BNDES como grande financiador de energia renovável e ônibus elétricos na América Latina, além de investimentos significativos em projetos de conservação florestal.
A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar e pela Previc, terá caráter informativo e orientativo, sem impor regulamentações. A autonomia das entidades na gestão de suas carteiras será preservada. O governo vê a aproximação dos mais de R$ 1 trilhão em ativos administrados pelos fundos de pensão brasileiros com projetos de transição ecológica como um fator estratégico para o financiamento de longo prazo da economia, alinhado à Resolução CMN nº 5.202/2025.


