A segunda etapa do leilão de reserva de capacidade (LRCap) de 2026, realizado nesta sexta-feira (20), assegurou a contratação de 501,3 megawatts (MW) de potência de usinas termelétricas. O objetivo é reforçar a segurança do fornecimento de energia elétrica no país, especialmente em momentos de pico de demanda.

Do montante contratado, 20 MW provêm de usinas que utilizam óleo combustível, 383 MW são de termelétricas a diesel e os 98,4 MW restantes são de usinas movidas a biodiesel. A realização deste leilão visa garantir a disponibilidade de energia firme para o Sistema Interligado Nacional (SIN), permitindo que o sistema conte com usinas prontas para operar em situações críticas.

O certame, conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), gerou uma economia estimada de R$ 1,83 bilhão. Isso se deve a um deságio médio de 50,14% em relação aos preços-teto estabelecidos, indicando ofertas mais vantajosas.

O leilão foi dividido em três rodadas. As primeiras duas focaram na contratação de usinas a óleo combustível e diesel para fornecimento a partir de agosto de 2026 e 2027, respectivamente, com duração de três anos. Os preços obtidos ficaram significativamente abaixo dos tetos definidos, com deságios de 56% e superiores a 50% nas respectivas rodadas.

A terceira rodada contratou termelétricas a biodiesel para um fornecimento de 10 anos, com início em agosto de 2030. O preço negociado para esta modalidade foi de R$ 787,15 mil por megawatt/ano, representando um deságio considerável em relação ao preço-teto de R$ 1,75 milhão.

Na semana anterior, um leilão similar (LRCAP nº 02) já havia contratado cerca de 19 mil MW, majoritariamente de fontes como hidrelétricas, carvão e gás natural, somando-se aos mais de 19,5 GW contratados nos dois certames deste ano, que visam fortalecer a capacidade energética nacional.