O mercado financeiro brasileiro apresentou um dia positivo nesta terça-feira, com o dólar comercial registrando queda e o Ibovespa em forte alta. A valorização foi impulsionada por um otimismo renovado no cenário internacional, decorrente de indicativos de uma possível desescalada no conflito do Oriente Médio.

A moeda americana encerrou o pregão vendida a R$ 5,179, com uma desvalorização de 1,31%. A cotação, que já iniciava o dia em baixa, ampliou suas perdas no decorrer da tarde, após declarações de líderes dos Estados Unidos e do Irã sinalizarem uma abertura para o fim das hostilidades. Esse movimento de distensionamento aliviou a tensão que vinha afetando os mercados globais.

A cotação atual do dólar é a menor desde 11 de março, quando fechou em R$ 5,15. Apesar das incertezas geradas pelo conflito recente, a moeda acumulou uma leve alta de 0,87% no mês. No acumulado do primeiro trimestre, o dólar registrou uma queda de 5,65%, posicionando o real como a moeda de melhor desempenho entre as principais divisas globais no período.

No que diz respeito à bolsa de valores, o Ibovespa acompanhou o sentimento positivo do mercado externo, fechando em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos. A recuperação das bolsas americanas contribuiu significativamente para esse avanço.

Apesar do ganho diário, o índice da bolsa brasileira acumulou um recuo de 0,70% em março, reflexo da aversão ao risco global observada ao longo do mês. Contudo, o desempenho trimestral foi notável, com uma valorização de 16,35%, marcando o melhor primeiro trimestre desde 2020.

Analistas apontam que o fluxo de capital estrangeiro e a perspectiva de um arrefecimento no conflito foram fatores cruciais para sustentar o desempenho positivo. No entanto, alertam que o cenário permanece volátil e sensível a quaisquer novas escaladas militares na região.

Os preços do petróleo também apresentaram oscilações, refletindo as expectativas de uma trégua. O barril do tipo Brent para junho registrou queda de aproximadamente 3%, negociado a US$ 103,97, após notícias indicarem a disposição do Irã em encerrar o conflito sob certas condições. Mesmo com a recente baixa, o petróleo fechou março com uma valorização expressiva de cerca de 40%, impulsionada por preocupações com a oferta global e as tensões no Estreito de Ormuz.