O mercado financeiro brasileiro celebrou um dia de forte recuperação, impulsionado pela diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio e um renovado apetite global por ativos de risco. O dólar comercial atingiu seu menor patamar em dois anos, fechando em R$ 5,063, enquanto a bolsa de valores, medida pelo Ibovespa, alcançou um novo recorde histórico ao superar os 195 mil pontos.
A notícia de possíveis avanços diplomáticos na região, com sinais de diálogo entre Israel e Líbano, afastou o receio de um conflito mais amplo. Essa distensão geopolítica contribuiu para a desvalorização global do dólar americano e favoreceu a entrada de capital em mercados emergentes, como o Brasil. A moeda americana já acumula uma queda de 7,75% em relação ao real no ano.
No pregão desta quinta-feira, o dólar à vista registrou uma queda de 0,77%, chegando a ser negociado a R$ 5,05 em seu ponto mais baixo. Essa trajetória de queda reflete não apenas o cenário externo mais favorável, mas também especulações sobre um pedido dos Estados Unidos para que Israel modere seus ataques ao Líbano e a intenção israelense de iniciar negociações.
A bolsa de valores brasileira acompanhou o otimismo internacional, com o Ibovespa encerrando o dia em alta de 1,52%, consolidando-se nos 195.129 pontos. Este foi o oitavo avanço consecutivo do índice e o décimo quinto recorde histórico alcançado em 2026. A valorização foi impulsionada pela entrada de investimentos estrangeiros e pelo bom desempenho de ações de grandes companhias, incluindo setores como o de petróleo e o bancário. O Ibovespa acumula uma alta de mais de 4% em abril e de mais de 21% no ano.
Os preços do petróleo, que haviam iniciado a sessão em alta, moderaram seus ganhos diante das notícias de possível desescalada no Oriente Médio. O barril do tipo Brent fechou com uma leve alta de 1,23%, a US$ 95,92, enquanto o WTI registrou um aumento de 3,66%, alcançando US$ 97,87. Apesar da recuperação parcial, o mercado de petróleo continua atento às dinâmicas da região, especialmente no que tange ao Estreito de Ormuz, rota crucial para o abastecimento global.


