“Pois temo que, ao visitá-los, não os encontre como eu esperava, e que vocês não me encontrem como esperavam. Temo que haja entre vocês brigas, invejas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas, arrogância e desordem” (2 Coríntios 12.20).
A advertência de Paulo continua extremamente relevante, apesar do tempo e da distância. Ele demonstra preocupação ao imaginar a igreja de Corinto envolvida em desordem espiritual e em pecados que afetam os relacionamentos, como discussões, invejas, ira, difamações e orgulho. Seu receio é que sua visita seja marcada por tristeza, causada pela ausência de santidade e unidade na comunidade.
Esse versículo funciona como um alerta também para a igreja atual, destacando a importância da unidade e de um caráter íntegro. Pecados como fofoca e inveja podem ser tão prejudiciais quanto erros doutrinários, pois corroem os relacionamentos e enfraquecem a comunhão. A Bíblia reprova atitudes e palavras que ferem o próximo, já que contrariam o princípio do amor. Toda fala que diminui ou difama alguém deve ser evitada; se não contribui para edificar, o silêncio é a melhor escolha.
Diante disso, vale refletir: nossas atitudes têm promovido a união ou o conflito?
Assim como Paulo, devemos desejar uma igreja unida, madura e espiritualmente saudável, em vez de uma comunidade dividida que necessite de disciplina severa. O foco deve estar na santificação, pois sem ela não veremos a Deus.

Tom Claro