A moeda norte-americana registrou uma forte desvalorização nesta terça-feira (5), encerrando o dia cotada a R$ 4,912, o menor valor em mais de dois anos. O recuo de R$ 0,056 (-1,12%) reflete um maior apetite global por ativos de risco, impulsionando moedas de economias emergentes.

O movimento cambial ocorreu em um cenário internacional de busca por investimentos mais rentáveis, apesar das tensões persistentes no Oriente Médio. A manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã contribuiu para diminuir a aversão ao risco no mercado financeiro.

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou cautela em relação aos impactos inflacionários decorrentes do cenário externo. Essa postura reforça a expectativa de que as taxas de juros permaneçam elevadas por um período mais prolongado, o que tende a atrair capital estrangeiro e pressionar o dólar para baixo.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acompanhou o otimismo externo e fechou em alta de 0,62%, alcançando 186.753 pontos. O desempenho positivo da bolsa foi influenciado também por resultados corporativos e pelo ambiente macroeconômico doméstico, após a recente redução da taxa Selic para 14,50% ao ano.

Em contrapartida, os preços do petróleo apresentaram queda. O barril do tipo Brent recuou 3,99%, negociado a US$ 109,87, enquanto o WTI (Texas) caiu 3,90%, fechando a US$ 102,27. A redução nos preços do óleo é atribuída a sinais de arrefecimento nas tensões no Oriente Médio, embora os valores permaneçam acima de US$ 100, refletindo a incerteza sobre o controle de rotas estratégicas de transporte.