O governo federal está preparando uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, com foco em trabalhadores informais que, mesmo mantendo suas contas em dia, enfrentam altas taxas de juros no mercado.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa, que deve ser anunciada até o início de junho, visa oferecer acesso a crédito com condições mais favoráveis para este público. Durigan destacou, em entrevista ao Canal Gov, a vulnerabilidade do trabalhador informal, que não possui renda fixa e, por isso, frequentemente recorre a empréstimos com juros elevados.
A ação se soma à recente reformulação do Desenrola Brasil, lançada no início da semana, que já contempla cidadãos com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) para renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A nova fase também deve incluir estudantes adimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Durigan refutou a ideia de que o programa incentive a inadimplência, argumentando que o alto endividamento atual é reflexo de conjunturas adversas como a pandemia e políticas econômicas anteriores. Ele ressaltou que o objetivo principal do Desenrola é justamente fomentar a quitação de débitos e a adimplência, oferecendo uma oportunidade de renegociação em um momento pós-crise para impulsionar a esperança e a organização financeira da população.


