O custo da cesta básica apresentou um aumento generalizado em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal durante o mês de abril, marcando o segundo mês consecutivo de elevação. As maiores variações de preço foram observadas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%) e Cuiabá (4,97%), segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Dieese em parceria com a Conab.
No acumulado do ano, todas as regiões metropolitanas registraram alta nos preços, com variações que vão de 1,56% em São Luís a 14,80% em Aracaju. O leite integral foi um dos principais impulsionadores dessa escalada, com aumentos em todas as cidades pesquisadas, atingindo 15,70% em Teresina, devido à menor oferta no campo em período de entressafra.
Outros itens essenciais também contribuíram para o encarecimento. O feijão subiu em 26 capitais, e o tomate registrou alta em 25 cidades, com destaque para Fortaleza, onde o aumento foi de 25%. O pão francês, café em pó e carne bovina de primeira também tiveram seus preços elevados em 22 das 27 capitais analisadas.
São Paulo manteve o posto de capital com a cesta básica mais cara, custando em média R$ 906,14 em abril. Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26) também figuram entre as cidades com os maiores custos. Em contrapartida, as cestas mais acessíveis foram encontradas em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24) e Maceió (R$ 652,94), geralmente em capitais do Norte e Nordeste.
Considerando o custo da cesta básica mais cara (São Paulo) e a determinação constitucional para um salário mínimo que cubra despesas essenciais, o Dieese calculou que o valor ideal para o salário mínimo em dezembro deveria ser R$ 7.612,49, ou 4,70 vezes o valor vigente de R$ 1.621.


