O governo brasileiro expressou surpresa e insatisfação com a recente decisão da União Europeia de remover o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. A medida, que tem previsão de entrar em vigor em setembro deste ano, impacta diretamente o fluxo comercial de carnes e outros itens destinados ao consumo humano.

Em nota conjunta, os Ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmaram que o Brasil empreenderá todas as ações necessárias para reverter a decisão. O comunicado oficial destaca o compromisso do governo em garantir a continuidade das vendas para o mercado europeu, buscando a reintegração do país na lista de exportadores autorizados.

Para tanto, uma reunião com autoridades sanitárias europeias já está agendada para esta quarta-feira (13). O principal objetivo do encontro será obter esclarecimentos sobre os motivos que levaram à exclusão do Brasil, que, segundo o bloco europeu, estão relacionados a normas sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

A decisão foi tomada após votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Apesar da deliberação, o governo brasileiro ressaltou que as exportações seguem ocorrendo normalmente no momento, com a nova regra prevista para vigorar a partir de 3 de setembro de 2026.

Em sua defesa, o governo brasileiro reiterou a qualidade e robustez do seu sistema sanitário, reconhecido internacionalmente, e o histórico de sucesso nas exportações agropecuárias. O país, que fornece produtos agrícolas para a Europa há cerca de 40 anos, é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal, reforçando sua capacidade e confiabilidade no setor.