O setor de comércio no Brasil apresentou um crescimento de 0,5% entre fevereiro e março, marcando a terceira alta consecutiva e atingindo seu patamar mais elevado já registrado. Essa expansão foi significativamente influenciada pela desvalorização do dólar frente ao real, que tornou produtos importados mais acessíveis e estimulou as vendas.
Na comparação anual, o comércio avançou 4% em março em relação ao mesmo mês de 2023, e no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão é de 1,8%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cinco dos oito grupos de atividades pesquisadas registraram alta. Destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 5,7%. Segundo o analista Cristiano Santos, essa alta está diretamente ligada à queda do dólar, que favorece a importação e permite a recomposição de estoques pelas empresas, que posteriormente realizam promoções.
Outras atividades que apresentaram crescimento incluem Combustíveis e lubrificantes (2,9%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%). Apesar do aumento no preço dos combustíveis, motivado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, a demanda se manteve, impulsionando a receita do setor em 11,4%.
Em contrapartida, o grupo de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que detém a maior fatia do comércio, registrou uma queda de 1,4%. O analista atribui esse recuo à pressão inflacionária sobre os preços dos alimentos.
O comércio varejista ampliado, que engloba atividades de atacado como veículos, material de construção e produtos alimentícios, também apresentou crescimento, com alta de 0,3% na comparação mensal e 0,2% no acumulado de 12 meses.


