O ministro da Fazenda, Dario Durigan, teve sua viagem oficial à Rússia cancelada nesta quarta-feira (13) após o fechamento do principal aeroporto de Moscou. A decisão impediu a participação do chefe da equipe econômica em reuniões importantes do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos Brics.

Durigan já se encontrava em São Paulo e estava prestes a embarcar quando foi notificado sobre a suspensão das operações aéreas no terminal russo. A interrupção ocorre em um contexto de crescentes tensões, com relatos de ataques por drones na região de Moscou, afetando a segurança do espaço aéreo.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, em curso desde fevereiro de 2022, tem gerado episódios de instabilidade que impactam diretamente a aviação civil. Embora o governo brasileiro não tenha fornecido detalhes oficiais sobre a causa específica do fechamento do aeroporto, a medida coincide com uma escalada nos conflitos entre as nações envolvidas.

A agenda de Durigan na Rússia incluía a participação na reunião anual do conselho do NDB, instituição criada pelos países do Brics para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. O ministro também teria encontros bilaterais com a atual presidente do banco, Dilma Rousseff, e com outros diretores da entidade. Um dos objetivos centrais da viagem era discutir os efeitos dos conflitos internacionais na economia brasileira e delinear estratégias de proteção econômica frente às crises globais.

Apesar do cancelamento da etapa russa, a agenda oficial do ministro Durigan em Paris permanece confirmada. Na capital francesa, ele participará de encontros ministeriais relacionados ao G7, grupo que congrega algumas das maiores economias mundiais, nos dias 18 e 19. A programação em Paris prevê reuniões com representantes do governo francês, líderes do setor privado e atividades voltadas ao diálogo com a sociedade civil. O Ministério da Fazenda está reajustando a logística da viagem para a França, e uma nova data de embarque será definida.

O Novo Banco de Desenvolvimento, fundado em 2015 pelos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), foca no financiamento de obras de infraestrutura e projetos de desenvolvimento sustentável em economias emergentes. Dilma Rousseff preside a instituição desde 2023, tendo sido reconduzida ao cargo em 2025.