Os mercados financeiro brasileiro experimentaram um dia de recuperação parcial nesta quinta-feira (14), após um período de instabilidade. O dólar comercial fechou o dia negociado a R$ 4,986, registrando um recuo de 0,45% e voltando a ficar abaixo da marca psicológica de R$ 5. A Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, também apresentou alta, interrompendo uma sequência de três dias de quedas.
A melhora no humor dos investidores foi influenciada por fatores internos e externos. No cenário doméstico, a percepção de que parte da forte alta do dólar na véspera se deu por realização de lucros, somada a desdobramentos políticos que, embora tensos, foram interpretados como contidos, contribuiu para o alívio. Externamente, um ambiente global mais propício ao risco, impulsionado por sinais de distensão nas relações entre Estados Unidos e China, também favoreceu os ativos brasileiros.
O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 0,72%, atingindo 178.365 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado, em grande parte, pelas ações de empresas com maior peso no índice, como Petrobras e bancos. As ações ordinárias da Petrobras subiram 0,82%, enquanto os papéis preferenciais registraram alta de 0,96%. Essa recuperação acompanhou o movimento positivo das bolsas de Nova York.
Apesar da recuperação nesta quinta-feira, o Ibovespa ainda acumula desvalorização de 3,12% na semana e 4,78% no mês. No acumulado do ano, no entanto, o índice mantém uma valorização de 10,70%.
No âmbito internacional, os mercados foram impulsionados por notícias sobre possíveis avanços nas conversas entre os presidentes dos Estados Unidos e da China. Dados robustos sobre vendas no varejo americano também reforçaram a confiança na resiliência da economia dos EUA, contribuindo para o otimismo global. O preço do petróleo, embora volátil devido às tensões no Oriente Médio, encerrou o dia em leve alta, com o barril do Brent a US$ 105,72 e o WTI a US$ 101,17.


