Governo do Amazonas reúne projetos voltados à conservação da floresta, redução de emissões de carbono, transição energética e desenvolvimento sustentável
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5/6), o União Brasil Amazonas destaca os investimentos realizados pelo estado em políticas públicas voltadas à preservação ambiental, à bioeconomia, à transição energética e à infraestrutura sustentável, implementadas nos últimos sete anos.
Estruturadas durante a gestão do ex-governador e presidente estadual da Federação União Progressista (UP), Wilson Lima, as iniciativas seguem em andamento na administração do governador Roberto Cidade (União Brasil), com foco na redução das emissões de carbono, conservação da floresta e melhoria da qualidade de vida da população.
Entre os avanços mais recentes está a consolidação do primeiro contrato de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) em uma unidade de conservação estadual. Firmado para o Parque Estadual Sucunduri, em Apuí, o projeto tem potencial para movimentar cerca de R$ 590 milhões ao longo de 30 anos, com recursos destinados à conservação ambiental, ao manejo sustentável e ao fortalecimento das comunidades tradicionais.
“Ao longo da nossa gestão, trabalhamos por políticas públicas que unem desenvolvimento econômico e preservação ambiental. O Amazonas mostra que é possível crescer de forma sustentável, respeitando a floresta e gerando oportunidades para a população”, afirma Wilson Lima.
Outra frente considerada fundamental é o Plano Estadual de Bioeconomia, elaborado com a participação dos 62 municípios. O documento estabelece diretrizes para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, incentivar o uso responsável da biodiversidade e ampliar oportunidades econômicas ligadas à floresta em pé.
O estado também estruturou, nos últimos sete anos, a Política Estadual de Transição Energética (Peten), que prevê a redução de 50% do consumo de diesel na geração de energia em comunidades e localidades não conectadas à rede elétrica nacional, além da ampliação do acesso à energia limpa no interior do estado até 2030.
“O trabalho segue avançando com responsabilidade e planejamento. Estamos ampliando investimentos e consolidando projetos que garantem desenvolvimento com sustentabilidade para o Amazonas”, destaca o governador Roberto Cidade.
Na área habitacional, o programa Amazonas ECOLar prevê a utilização de resíduos plásticos reciclados na construção de moradias populares. Lançado pelo Governo do Amazonas e coordenado pela Defesa Civil do Estado, o projeto-piloto contempla 16 unidades habitacionais que serão destinadas gratuitamente a famílias de áreas de risco no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus. As casas serão construídas com blocos produzidos a partir de plástico reciclado, transformando resíduos que poderiam ser descartados no meio ambiente em matéria-prima para habitação.
A montagem das estruturas ficará a cargo da Defesa Civil do Amazonas. A urbanização da área, com serviços de drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário, iluminação pública, terraplenagem e demais obras de infraestrutura, será executada pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), pastas que foram chefiadas pelo engenheiro civil Marcellus Campêlo, segundo vice-presidente estadual do União Brasil Amazonas.
Marcellus Campêlo também cita como resultados importantes nessa área os investimentos em infraestrutura urbana sustentável realizados quando esteve à frente da Sedurb e da UGPE, nos últimos sete anos, incluindo recuperação ambiental, saneamento básico e eficiência energética. Com o Ilumina+, por exemplo, o Amazonas alcançou a condição de primeiro estado brasileiro a ter iluminação pública 100% sustentável, uma grande contribuição à crise climática.
“Os investimentos realizados nos últimos anos demonstram que é possível conciliar desenvolvimento urbano, inclusão social e preservação ambiental. São projetos que recuperam áreas degradadas, melhoram o saneamento, ampliam a eficiência energética e geram impactos positivos duradouros para a população”, afirmou Campêlo.
As ações ambientais também foram fortalecidas por meio da ciência e da inovação. Entre 2019 e 2025, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) investiu cerca de R$ 900 milhões em mais de 20 mil projetos. Desse total, 108 pesquisas foram direcionadas para áreas relacionadas às mudanças climáticas, biodiversidade e inovação social. No mesmo período, o estado desenvolveu o primeiro Inventário de Emissões Atmosféricas, estudo que servirá de base para futuras políticas de mitigação dos gases de efeito estufa.


