A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (18) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o extinto Banco Master. Entre os alvos da ação está o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado e um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e a outros investigados apontados como possíveis beneficiários ou interlocutores do esquema sob investigação.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a nova etapa da investigação apura a possível participação de agentes públicos em operações relacionadas ao sistema financeiro nacional. Embora a PF não tenha detalhado oficialmente os nomes dos investigados, fontes ligadas à apuração confirmaram que Jaques Wagner está entre os alvos da operação.

A ação representa mais um desdobramento do escândalo envolvendo o Banco Master, instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso e investigado por supostos crimes financeiros, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

O banco foi liquidado pelo Banco Central após uma grave crise de liquidez e passou a ser alvo de uma das maiores investigações financeiras dos últimos anos no país.

As investigações da Operação Compliance Zero já resultaram em dezenas de mandados de busca, prisões e bloqueios bilionários de bens. De acordo com a Polícia Federal, as suspeitas envolvem uma complexa rede de operações financeiras que teria causado prejuízos bilionários ao sistema financeiro nacional.

Após a divulgação da operação, o Ministério da Fazenda informou que confia na atuação das instituições de controle e destacou que o senador deverá prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades.

A nova ofensiva da Polícia Federal ocorre em um momento de intensa movimentação política em Brasília e amplia a repercussão do Caso Banco Master, que já atingiu empresários, operadores do mercado financeiro e agentes públicos em diferentes estados brasileiros. Analistas avaliam que os desdobramentos da investigação poderão gerar forte impacto no cenário político nacional, especialmente às vésperas da campanha eleitoral de 2026.

Jaques Wagner ainda não se pronunciou sobre o assunto e o espaço está aberto para ele ou a sua assessoria jurídica.