A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou nesta quarta-feira (1º) que o preço da gasolina no Brasil tende a acompanhar a recente redução observada em outros combustíveis, como diesel e querosene de aviação. Essa tendência acompanha a diminuição dos preços do petróleo no mercado internacional.

Anúncios recentes da Petrobras incluem a redução de R$ 0,35 por litro no preço do óleo diesel na terça-feira (30) e uma queda de 14,5% no querosene de aviação (QAV) anunciada nesta quarta-feira (1º). Segundo Chambriard, a política da empresa é de que todos os combustíveis sigam a dinâmica dos preços globais.

As reduções anunciadas pela estatal refletem a atenuação dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados de petróleo e derivados. O estreitamento do Estreito de Ormuz, que antes afetava a oferta global, tem visto a normalização do tráfego de navios petroleiros, contribuindo para a queda nos preços.

O barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, voltou a ser negociado próximo aos US$ 70, revertendo a alta para mais de US$ 110 observada em momentos de maior tensão. Apesar de o Brasil ser produtor, a precificação de seus combustíveis é atrelada ao mercado internacional por serem commodities.

Chambriard destacou que a Petrobras monitora o cenário global diariamente, mas busca evitar a volatilidade excessiva no mercado brasileiro. Ela mencionou que a gasolina, em particular, teve uma subida de preço mais lenta, e que a política atual visa não repetir experiências passadas de ajustes frequentes que prejudicaram a participação de mercado da empresa.

A redução da tensão internacional também permite ao governo federal iniciar a retirada de subsídios a produtores e importadores de combustíveis. O Ministério da Fazenda avalia a remoção do subsídio da gasolina, que se soma ao corte já realizado no diesel. A presidente da Petrobras considerou prematura uma definição sobre cortes antecipados no preço da gasolina antes da conclusão dessas discussões governamentais.