O prefeito Renato Junior deu início, nesta quinta-feira, 2/7, ao programa “Jaraqui da Gente”, que leva pescado gratuito às comunidades da capital, em ação integrada à força-tarefa de zeladoria dos bairros “Manaus que a Gente Cuida”. A iniciativa começou pelos bairros Cidade de Deus e Jorge Teixeira, onde, além da entrega de jaraqui, a Prefeitura de Manaus executa serviços de infraestrutura, limpeza urbana, iluminação pública, poda de árvores, ações sociais e de saúde. A expectativa é distribuir entre 15 e 20 toneladas de peixe por bairro, beneficiando cerca de 2 mil famílias a cada entrega, com sacolas contendo de seis a dez jaraquis.

“Manaus é isso: é fartura. Nós compramos toda a produção de jaraqui dos pescadores do entorno dos rios que banham Manaus e estamos trazendo esse peixe gratuitamente para dentro dos bairros. É uma ação que garante segurança alimentar, fortalece a renda dos pescadores e valoriza o nosso pescado, que faz parte da identidade do povo amazonense”, destacou o prefeito Renato Junior.

A distribuição ocorre no período de safra do jaraqui, quando a espécie entra na fase de maior abundância nos rios amazônicos. A safra da espécie começa, tradicionalmente, em maio, mas é entre julho e setembro, no período da vazante, que a oferta atinge seu pico. 

Considerado o peixe mais pescado, comercializado e consumido no Amazonas, o jaraqui é a principal fonte de proteína animal para grande parte da população do estado. Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), com base em estimativas da FAO (sigla em inglês para Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), o consumo chega a 33 quilos por pessoa ao ano em Manaus, alcançando 40 quilos nas sedes dos municípios e até 180 quilos anuais em comunidades ribeirinhas. Em 2026, o pescado também foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas, reforçando seu valor para a identidade e a cultura regional.  

Com a atuação do fenômeno El Niño, a expectativa é de redução das chuvas e aumento das temperaturas na Amazônia, cenário que pode impactar a pesca e pressionar os preços nos próximos meses. Ao adquirir o pescado diretamente dos pescadores durante a safra e distribuí-lo gratuitamente à população, a Prefeitura de Manaus fortalece a segurança alimentar, gera renda para a pesca artesanal e amplia o acesso a um alimento tradicional da mesa do amazonense.

Durante a agenda, Renato Junior ressaltou que o programa reforça o conceito da força-tarefa “Manaus que a Gente Cuida”, reunindo diferentes serviços públicos em uma mesma comunidade.

“Na semana passada, começamos pelo Cidade de Deus com tapa-buracos, varrição, poda, iluminação e seguimos trabalhando. Hoje, estamos aqui também no Jorge Teixeira, levando o peixe para dentro da comunidade e mostrando que a prefeitura está presente, cuidando das pessoas todos os dias”, afirmou Renato Junior.

O secretário municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Wanderson Costa, explicou que a distribuição de jaraqui passa a integrar permanentemente o conjunto de ações realizadas pela gestão nos bairros atendidos pelo programa.

“Essa é uma determinação do prefeito Renato Junior. O ‘Jaraqui da Gente’ chega junto com os demais serviços essenciais levados pelo ‘Manaus que a Gente Cuida’. Nesta fase, as entregas acontecem em bairros das zonas Leste e Norte e a população será informada sobre os próximos locais atendidos. Cada ação distribui entre 15 e 20 toneladas de jaraqui, alcançando aproximadamente 2 mil famílias”, informou Costa.

População aprova nova iniciativa 

Morador do bairro há cinco anos, Fabrícia Silva contou que nunca havia presenciado uma ação semelhante. “É a primeira vez que vejo a prefeitura chegando assim para distribuir peixe. Vai ajudar muito a nossa família”, disse.

A aposentada Carionete Costa e Silva, que mora em Manaus há mais de 20 anos e acompanha o crescimento do bairro desde o início da ocupação, comemorou a iniciativa. Morando sozinha, ela contou que pretende preparar o pescado aos poucos. “Vai render muito, graças a Deus”, afirmou.

Já a dona de casa Eucilene, indígena do Alto Solimões, moradora do Cidade de Deus há 28 anos, disse que o almoço da família já está garantido. “Vou primeiro ticar ele e depois fazer esse jaraqui frito com limão, sal e baião de dois. Lá em casa são cinco pessoas. Quem come jaraqui não sai mais daqui”, brincou.

Texto – Alessandra Taveira/Semcom-Prefeito

Fotos – Carlos Oliveira/Semcom-Prefeito
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