A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo (5) com um objetivo que vai além da classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. O time canarinho mira o fim de dois tabus significativos: a primeira vitória contra a Noruega e superar um adversário europeu em fase eliminatória de Mundial.

A Noruega é, historicamente, a única seleção que o Brasil jamais conseguiu vencer. Em quatro confrontos anteriores, o placar registrou dois empates e duas vitórias norueguesas. O primeiro duelo ocorreu em 28 de julho de 1988, em Oslo, com um empate em 1 a 1. Naquela época, a seleção brasileira contava com nomes como Taffarel, Jorginho e Romário, enquanto a equipe norueguesa tinha jogadores cujos filhos integram a atual geração, como Erik Thorstvedt e Goran Sorloth.

O segundo encontro, em 30 de maio de 1997, também em Oslo, marcou uma rara derrota brasileira por 4 a 2, mesmo com a dupla Ronaldo e Romário em campo. Curiosamente, a equipe norueguesa daquele ano também tinha ligações com o presente, com Alf-Inge Haaland, pai de Erling Haaland, e Stale Solbakken, atual técnico da Noruega, presentes no jogo.

O terceiro embate aconteceu na Copa do Mundo de 1998, na França. Em 23 de junho, a Noruega virou sobre o Brasil por 2 a 1, com Tore André Flo, que já havia sido um algoz em 1997, marcando novamente. O confronto mais recente ocorreu em 16 de agosto de 2006, em Oslo, terminando em 1 a 1, na estreia de Dunga como técnico da Seleção Brasileira.

A superação da Noruega seria um passo importante para quebrar um jejum ainda maior: o de vitórias contra seleções europeias em jogos eliminatórios de Copa do Mundo desde o pentacampeonato em 2002. Desde então, o Brasil acumulou eliminações traumáticas contra França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022).

Jogadores como o lateral Douglas Santos e o atacante Matheus Cunha expressaram a consciência do grupo sobre esses históricos e a motivação para reescrever essa narrativa. “Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia”, comentou Cunha. A esperança é quebrar essas sequências e avançar na competição, contando uma nova história no torneio.