Uma nova usina solar foi inaugurada no Morro do Boa Vista, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, prometendo gerar economia significativa para os cofres públicos e fornecer energia limpa para diversas instituições. A iniciativa, que ocupa uma área de 36 mil metros quadrados, equivalente a cinco campos de futebol, representa um investimento de R$ 7 milhões e tem um potencial de economia de R$ 5 milhões para a cidade.
Com mais de 2 mil módulos fotovoltaicos instalados, a usina tem capacidade para produzir aproximadamente 150 mil quilowatts-hora (kWh) de energia por mês. Essa produção será destinada ao abastecimento de equipamentos públicos, sendo suficiente para suprir a demanda de 19 creches municipais. A prefeitura estima que a economia gerada com a conta de luz cobrirá o investimento inicial em cerca de dois anos.
Além do fornecimento de energia renovável, o projeto incluiu melhorias de infraestrutura na comunidade do Boa Vista, como a recuperação da vegetação, a implementação de sistemas de drenagem e a captação de água da chuva. Um sistema de reaproveitamento pluvial com capacidade para 30 mil litros poderá ser utilizado na limpeza dos painéis solares, no combate a incêndios e na prevenção da erosão nas encostas.
Especialistas veem o projeto como um modelo promissor. Lino Marujo, professor da Escola Politécnica da UFRJ, destaca que a iniciativa combina geração de energia renovável, gestão hídrica e redução de riscos ambientais. Ele ressalta o potencial socioeconômico, com a aproximação da comunidade local e a disseminação de conhecimentos em tecnologias sustentáveis, podendo até gerar empregos na região.
O professor Marujo enfatiza que, em um país com vasta disponibilidade de solo e alta incidência solar, projetos como este deveriam ser mais difundidos e aprimorados, agregando valor ambiental, social e econômico. A energia solar é uma fonte limpa que não emite poluentes atmosféricos nem gases de efeito estufa. A fonte solar tem apresentado crescimento expressivo na matriz elétrica brasileira, posicionando-se como a terceira principal fonte de energia elétrica em 2025, com 11,4% de participação.


