O real ganhou força frente ao dólar nesta sessão, com a moeda americana fechando abaixo de R$ 5,09, impulsionada pela atratividade dos juros brasileiros e pela valorização do petróleo. Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira registrou sua quarta baixa consecutiva, pressionada principalmente pela performance negativa de ações de empresas do setor de mineração.

Inicialmente, o mercado financeiro reagiu a sinais de possível diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Contudo, declarações mais firmes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Irã, reavivaram a cautela entre os investidores globais.

O dólar à vista encerrou o dia com desvalorização de 0,42%, cotado a R$ 5,089. No acumulado do mês de julho, a moeda acumula uma queda de 1,42% em relação ao real. A performance positiva do real é sustentada por fatores internos, como a expressiva diferença entre as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos, que favorece operações de ‘carry trade’. Adicionalmente, a alta nos preços internacionais do petróleo, matéria-prima de grande relevância para as exportações brasileiras, contribui para um fluxo de dólares mais positivo para o país.

No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,20%, terminando o pregão aos 173.371,35 pontos. A sequência de quatro pregões em baixa reflete a instabilidade do cenário internacional. Apesar de ter operado em alta pela manhã, impulsionado pelas notícias sobre a diplomacia no Oriente Médio, o índice perdeu força na parte da tarde, após o endurecimento do discurso de Trump.

A valorização das ações da Petrobras, beneficiada pela alta do petróleo, não foi suficiente para contrabalançar as perdas observadas nos papéis de grandes mineradoras, que tiveram um desempenho fraco durante a sessão.

Os contratos futuros de petróleo Brent e WTI fecharam em alta, após um dia volátil. O Brent avançou 1,27%, a US$ 89,22 o barril, enquanto o WTI subiu 0,85%, a US$ 82,48 o barril. As cotações foram influenciadas pelas incertezas sobre a oferta global, especialmente devido a possíveis restrições no Estreito de Ormuz e ameaças de bloqueio no Mar Vermelho, fatores que mantêm o mercado em alerta.