A cotação do dólar americano manteve-se praticamente estável em R$ 5,081 ao final da sexta-feira, apresentando uma leve desvalorização de 0,06%. Apesar da pouca variação diária, a moeda registrou um recuo de 0,58% acumulado ao longo da semana, refletindo um cenário de cautela nos mercados globais.
Investidores mantiveram o foco em dois principais fatores de incerteza: as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a cerca de 4 mil produtos brasileiros, segundo estimativas da CNI, e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O real, no entanto, demonstrou resiliência frente a outras moedas emergentes, impulsionado pelo status do Brasil como exportador líquido de petróleo e pela atrativa diferença entre as taxas de juros domésticas e internacionais.
O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, também encerrou a semana com movimentação modesta. A moeda americana iniciou o dia negociada a R$ 5,09, chegou a atingir R$ 5,04 no pico da tarde, mas recuperou parte das perdas e aproximou-se da estabilidade nas horas finais de negociação.
No mercado acionário, o Ibovespa sentiu a pressão do cenário externo, fechando em queda de 1,52%, aos 174.041 pontos. Contudo, o principal índice da bolsa brasileira conseguiu registrar uma leve alta de 0,19% na semana. A desvalorização do petróleo globalmente influenciou a venda de ações de petroleiras e mineradoras, além de impactar os grandes bancos devido à redução do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.
As cotações do petróleo Brent e WTI experimentaram uma correção nesta sexta-feira, após atingirem picos expressivos na véspera. O Brent recuou 3,88% para US$ 96,78 o barril, e o WTI caiu 3,12%, negociado a US$ 89,31. Essa baixa foi atribuída a expectativas de uma retomada nas negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pela China e Paquistão. Apesar da queda momentânea, os mercados permanecem atentos aos riscos contínuos para a oferta global de petróleo, incluindo os conflitos no Oriente Médio e as ameaças às rotas marítimas de energia.


