“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males” (1 Timóteo 6.10).
Há uma reflexão que diz: quando o último rio estiver contaminado, o último peixe tiver sido capturado e a última mina de ouro tiver sido explorada, o ser humano perceberá que não se pode alimentar-se de dinheiro. Embora pareça uma afirmação simples, ela expressa bem o alerta das Escrituras sobre o apego excessivo às riquezas. A busca desenfreada por bens materiais tem levado muitos a abrirem mão de seus valores e até mesmo de sua comunhão com Deus.
O texto bíblico também afirma que aqueles que vivem dominados pela cobiça “a si mesmos se traspassaram com muitas dores”, apontando para consequências como angústia, ansiedade e até decadência moral. O amor ao dinheiro revela uma confiança depositada nos próprios recursos, em vez de na providência divina, e acaba corrompendo o coração, transformando a riqueza em um ídolo que ocupa o lugar que pertence a Deus.
Jesus não condena a posse de bens em si, mas adverte contra a avareza, o acúmulo egoísta e a idolatria das riquezas. Ele lembra que os tesouros terrenos estão sujeitos à deterioração, à destruição e ao roubo (Mateus 6.19–21), evidenciando que tudo o que é material é passageiro e inseguro quando comparado aos valores eternos.
Tom Claro


