“Depois que o SENHOR disse essas palavras a Jó, também disse a Elifaz, de Temã: ― Estou indignado com você e com os seus dois amigos, pois vocês não falaram o que é certo a meu respeito, como fez o meu servo Jó” Jó 42.7.
Deus repreendeu os três amigos de Jó por sustentarem uma compreensão equivocada sobre prosperidade e sofrimento, algo evidente nas acusações que fizeram contra o justo, Jó.
Infelizmente, ainda hoje há pessoas mal-intencionadas que difundem essas mesmas ideias distorcidas baseadas no chamado princípio retributivo — a crença de que os justos sempre prosperam enquanto os ímpios inevitavelmente sofrem. No caso de Jó, seus amigos insistiam para que ele confessasse um pecado que não havia cometido, como se essa fosse a condição para que seu sofrimento cessasse e a bênção divina retornasse.
Com isso, eles tentaram levar Jó a buscar a Deus apenas por interesse pessoal. Se ele tivesse seguido esse conselho, teria invalidado a confiança que Deus depositava nele e confirmado a acusação de Satanás de que Jó temia a Deus somente em troca de benefícios e vantagens. Além disso, falaram com arrogância, afirmando possuir aprovação divina para uma teologia equivocada.
Por isso, é necessário cuidado: a chamada teologia da prosperidade pode transformar a fé em uma espécie de negociação — um “toma lá, dá cá” — reduzindo Deus à figura de um simples realizador de desejos humanos.
Tom Claro


