Andar com Deus- Parte 1
“Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o levou para si” (Gênesis 5.24).
Andar com Deus jamais foi tendência, nunca foi algo popular e muito menos confortável, como anunciam os defensores da teologia da prosperidade e da chamada “confissão impositiva”. Caminhar com Deus tem um preço: perda de status, afastamento de amizades mundanas, noites sem descanso e, em muitos casos, a entrega da própria vida. Homens que verdadeiramente andam com Deus são raros, porque esse caminho exige deixar para trás tudo o que atrapalha os passos. Exige uma solidão que poucos conseguem suportar.
Muitos desejam ser usados por Deus, mas não querem ser totalmente entregues a Ele; almejam a coroa, porém rejeitam a cruz. Deus não caminha com quem brinca com o pecado nem com quem flerta com o inimigo. Não há como andar com Deus enquanto se permanece andando no erro. Caminhar com Deus requer um coração quebrantado, limpo e consagrado.
Os que andam com Deus iniciam sua jornada no altar, não nos palcos, encenando uma fé vazia para plateias que carregam Jesus como um amuleto no bolso, mas não no coração. São homens de oração — não orações mecânicas ou decorativas, herdadas apenas da tradição humana. Como ensinou Jesus: “Mas quando você orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mateus 6.6).
Você anda com Deus?