Manifestações em todas as capitais neste domingo, dia 3, sem a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, mostra um cenário incerto sobre quem será o novo presidente do Brasil em 2026.

A Avenida Paulista, em São Paulo, tomada por brasileiros, Copacabana, no Rio de Janeiro também lotada, Brasília e em outras capitais Brasil a fora mostra que a direita ainda está bem estruturada e forte no País.

As manifestações de domingo, pela anistia e libertação de presos do 8 de Janeiro, pela Constituição e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes convocada por lideranças políticas ligadas à direita brasileira, convenção uma boa parte dos brasileiros a ir as ruas com bandeiras, faixas e camisas amarelas.

Em Manaus também houve manifestações na avenida das torres e Ponta Negra. Políticos ligados ao ex-presidente jair Bolsonaro e ao PL reuniram muitos brasileiros. O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), liderou a manifestação na capital do Amazonas.

ELEIÇÕES 2026

A expectativa de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até a tarde deste domingo, era que a postura do presidente contra o ‘tarifaço’ do presidente dos EUA, Donald Trump, de confronto com o ‘Tio Sam’, surtisse um efeito pró-Lula, mas não foi o que ocorreu.

A Luz amarela do governo acendeu e deve ser tema de reuniões, avaliações e novas estratégias para conter a onda da direita no Brasil, uma vez que as eleições estão às portas e o cenário é pouco favorável ao presidente Lula que continua com rejeição alta segundo as últimas pesquisas realizadas e divulgadas nas últimas semanas.

Embora a mudança na comunicação do governo federal tenha provocado uma melhora na imagem do presidente e do governo, os números não demonstram esse reflexo na performance do presidente Lula.

ALEXANDRE DE MORAES

A decisão do governo norte americano em aplicar sansões a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes, juiz do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e autor das sentenças contra os presos do 8 de janeiro, tem causado visível desconforto ao governo brasileiro.

O ‘tarifaço’ de Trump também reflete negativamente no governo que não consegue encontrar uma solução urgente sobre o caso.

As manifestações deste domingo, dia 3, mostram que está longe a definição de quem será o novo presidente do Brasil em 2026.