Robson Carvalho – da Redação –   Francisco Plínio Valério Tomaz nasceu em 31 de janeiro de 1955, em Eirunepé (AM). Jornalista de formação, iniciou sua trajetória política como vereador em Manaus (2012), foi deputado federal suplente por breve período em 2013 e voltou a exercer mandato municipal antes de ser eleito senador pelo Amazonas em 2018, com mais de 834 mil votos. No Senado, integra o PSDB e atua como vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Plínio, em pouco tempo, virou referência nacional ao garantir a autonomia do Banco Central (BC), hoje é elogiado por políticos de vários estados e de outras denominações partidárias, por evitar, por conta da autonomia do BC que impediu que o governo federal indicasse ‘apadrinhados’ políticos e conseguisse ‘interferir’ no controle da inflação, imposta pelo Banco Central, por exemplo.

O senador Plínio Valério tem se posicionado como um parlamentar crítico a interferências que considera ‘externas’ ou que não ‘beneficiem’ diretamente os brasileiros, defendendo soberania nacional, desenvolvimento regional e autonomia institucional de órgãos públicos.

AÇÕES LEGISLATIVAS EM DESTAQUE

Plinio Valério é autor do PLP 19/2019, projeto que culminou na Lei Complementar nº 179, de 2021, que estabeleceu a autonomia operacional do Banco Central. Isso significa que o BC deixou de ser vinculado diretamente ao Ministério da Economia e passou a ter mandatos fixos e escalonados de quatro anos para seu presidente e diretores, dificultando interferências diretas de governos em decisões técnicas de política monetária.

Por conta dessa ação, os brasileiros não estão em situação pior, uma vez que o governo, com a atual política econômica, considerada ‘desastrosa’ pela maioria absoluta dos economistas, não pode intervir nas decisões do BC, no controle da inflação, com a manutenção de juros. Isso impede que o Ministério da Economia, por exemplo, forçasse a queda de juros pelo Banco Central, como ocorria antigamente.

A lei criada pelo senador Plínio Valério e que entrou em vigor em fevereiro de 2021 e foi considerada um avanço institucional importante para a estabilidade econômica, garantindo maior credibilidade e previsibilidade para o controle da inflação e para a atuação da autoridade monetária. Ou seja, Plínio não é só senador do Amazonas, mas do Brasil e ajudou todos os brasileiros.

Plínio quer mais. Ele foi relator de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa dar ainda mais autonomia — fiscal e orçamentária — ao Banco Central.

Ele quer ampliar o alcance da independência em relação ao governo federal. Ele tem defendido que esse passo reforça a segurança jurídica da autoridade monetária e protege decisões técnicas de pressões políticas ou externas.

ECONOMISTAS ELOGIAM A AUTORNOMIA DO BC

A autonomia do BC é vista por economistas e parte do Congresso como essencial para a confiança dos mercados, estabilidade de preços e previsibilidade das políticas econômicas. Ao reduzir a possibilidade de interferência direta do Executivo, o BC pode focar no controle da inflação e na estabilidade financeira de forma mais técnica e menos política.

CPI DAS ONGs NA AMAZÔNIA

O senador Plínio Valério também se destacou nacionalmente ao  presidir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das ONGs no Senado, criada para investigar a atuação de organizações não governamentais na Amazônia.

Plinio ao redigir o relatório, informou que algumas ONGs teriam recebido recursos públicos e estrangeiros para projetos ambientais, com suspeitas de falta de transparência, uso ineficiente de recursos e interferências que, na visão do senador, não trazem benefícios concretos às populações locais.

O senador que conhece a Amazônia como poucos, expôs diversas denúncias e comprovou que muitas dessas ONG’s, não ajudam os povos originários e, na verdade, se beneficiam de doações e repasses.

À imprensa, o senador Plinio Valério afirmou que “organizações teriam incentivado disputas ou conflitos locais e criticou certas narrativas internacionais sobre preservação ambiental, colocando foco em transparência, retorno ao país e impactos sociais na Amazônia”.

Na época da CPMI, as investigação alimentaram debates intensos no Senado sobre a atuação de ONGs, financiamento internacional e a relação entre políticas ambientais e desenvolvimento regional.

Diferente da maioria dos senadores do Amazonas, o senador Plinio Valério tem uma preocupação especial com os povos originários da Amazônia, onde tem feito visitas contínuas e levado apoio a diversas comunidades indígenas do Amazonas.

Durante seu mandato, Plínio Valério tem sido ativo em temas relacionados ao desenvolvimento regional do Amazonas e do Norte.

CRÍTICAS E FISCALIZAÇÕES

O senador Amazonense, tem feito duras críticas a ações de órgãos federais como Ibama, ICMBio e Funai, que, segundo ele, teriam impactado agricultores e produtores rurais sem retorno socioeconômico esperado. Plínio afirma que as ações são violentas, com excessos e não resolvem os problemas do ‘garimpo ilegal’ ou da destruição da floresta.

Para o senador, a defesa dos extrativistas artesanais e de famílias ribeirinhas das operações de fiscalização ambiental, são importantes, uma vez que essas ações ‘prejudicam modos de vida tradicionais’.

UM SENADOR DO BRASIL

A atuação do senador Plínio Valério tem componentes relevantes em termos institucionais e políticos. O trabalho do senador não se destina apenas ao estado do Amazonas, mas aos brasileiros de todo o território nacional.

Senador Plínio Valério combina atuação institucional (como no projeto de autonomia do Banco Central) com fiscalização e representação regional, levando ao debate nacional temas que cruzam economia, meio ambiente e políticas públicas.

Sua importância para o Brasil está tanto em reforçar mecanismos que buscam fortalecer a estabilidade e autonomia de instituições-chave da República quanto em colocar em pauta a soberania econômica e os impactos das políticas ambientais e estrangeiras sobre o desenvolvimento local.