Após uma sequência de reclamações da população sobre falta d’água, baixa pressão nas torneiras, buracos deixados por obras e falhas no sistema de esgoto, o prefeito Renato Junior determinou uma resposta mais dura da Prefeitura de Manaus contra a concessionária Águas de Manaus. A orientação é clara: intensificar a fiscalização, ampliar as notificações e endurecer a aplicação de penalidades sempre que houver falhas que prejudiquem diretamente a população.
A determinação foi repassada à Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), que passou a atuar com maior rigor diante das irregularidades registradas em diferentes zonas da capital. A nova postura da gestão municipal busca garantir respostas mais rápidas da concessionária e cobrar soluções efetivas para problemas que se repetem em bairros com histórico de desabastecimento, obras mal executadas e transtornos à mobilidade urbana.
Somente nos primeiros meses de 2026, a Ageman já aplicou R$ 3,3 milhões em multas à Águas de Manaus, valor que já supera mais da metade de tudo o que foi penalizado durante o ano de 2025. As autuações envolvem ocorrências como baixa qualidade da água, falhas no abastecimento, ausência de sinalização em obras, problemas no esgotamento sanitário e recomposição asfáltica inadequada em vias públicas.
Entre os principais casos estão penalidades de R$ 500,9 mil por falhas na recuperação do asfalto no bairro Parque 10, R$ 254,7 mil por obras sem sinalização adequada e R$ 340,2 mil por irregularidades no fornecimento de água e na qualidade do serviço no conjunto Cidadão 9, na zona Leste. As sanções reforçam o recado da Prefeitura de Manaus de que falhas em serviços essenciais não serão tratadas com tolerância.
Com o endurecimento da fiscalização, Renato Junior adota um posicionamento mais firme diante das cobranças da população e reforça que a prioridade da gestão é proteger o consumidor e exigir que a concessionária cumpra com responsabilidade o contrato firmado com o município. A Prefeitura sinaliza que seguirá vigilante e que a cobrança será cada vez mais rígida enquanto os problemas persistirem.


