Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, anunciou neste domingo (26) a destinação de R$ 10 bilhões para uma nova linha de crédito focada na modernização de máquinas e implementos agrícolas. O anúncio ocorreu durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e os recursos farão parte de uma nova vertente do programa MOVE Brasil, agora direcionada ao setor agropecuário.
Segundo Alckmin, os fundos serão aplicados no financiamento de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos essenciais para o campo. A operação poderá ser realizada diretamente pela Finep ou por meio de parcerias com cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. O vice-presidente assegurou que os recursos estarão disponíveis em aproximadamente três semanas, com taxas de juros reduzidas para incentivar a renovação tecnológica.
Além do crédito para máquinas, o governo sinalizou a preparação de um programa para renegociação de dívidas rurais. A iniciativa visa beneficiar tanto produtores inadimplentes quanto aqueles em dia com seus compromissos financeiros, com o objetivo de fortalecer a capacidade de investimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.
A nova linha de crédito segue o sucesso do MOVE Brasil voltado para a renovação da frota de caminhões, que teve seus recursos esgotados em cerca de dois meses. A modalidade para o agro utilizará fundos do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Finep, com ênfase em conteúdo nacional, inovação e pesquisa.
Pela primeira vez, cooperativas agrícolas terão acesso direto a recursos da Finep para financiar não apenas máquinas e equipamentos, mas também soluções de agricultura digital. A expectativa é que os financiamentos estejam operacionais em um prazo de 20 a 30 dias.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, André de Paula, destacou que a medida apoiará a mecanização e a tecnificação da agricultura familiar, com o suporte da indústria nacional. Já a ministra Fernanda Machiavelli ressaltou a importância do setor para o aumento das exportações, especialmente com a iminente entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, que prevê redução tarifária para produtos agropecuários.


